Medalha Constitucionalista reconhece profissionais que contribuem para segurança e continuidade das operações

​Realizada no Obelisco do Ibirapuera, solenidade reuniu lideranças e profissionais para destacar trajetórias ligadas à segurança privada, corporativa e pública e reforçou o papel estratégico do setor na proteção de pessoas, informações e negócios

Mesa de abertura reuniu lideranças da segurança: Carlos Romagnoli, presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC; Diego Serpa, conselheiro da ABSEG e um dos idealizadores da homenagem; Antonio Neves, primeiro vice-presidente da ABSEG; Vanessa Lígia Machado, presidente da ABSEG; Gustavo Gravina, presidente do OSAC São Paulo Chapter; e Carlos Veiga, representante da ASIS Chapter RJ. Foto: InfraFM


Em um dos espaços mais simbólicos da história de São Paulo, o Obelisco do Ibirapuera, profissionais e lideranças foram homenageados, no dia 21 de setembro, em uma solenidade de reconhecimento às trajetórias que contribuem para o desenvolvimento da segurança no Brasil. O encontro reuniu representantes da segurança privada, corporativa e pública e concedeu diferentes honrarias a profissionais que se destacaram por sua atuação e serviços prestados à sociedade.

Mais do que uma cerimônia de condecoração, o evento colocou em discussão uma transformação que interessa diretamente ao universo de Facilities Management, que é a ampliação do papel da segurança nas organizações. Se no passado o tema esteve fortemente associado à proteção patrimonial, hoje envolve também pessoas, informações, operações, continuidade dos negócios e cadeias de abastecimento.

Essa mudança ajuda a explicar por que a segurança ocupa espaço cada vez mais estratégico nas empresas. Em operações críticas, edifícios corporativos, hospitais, indústrias, centros logísticos, data centers, shoppings e outros ambientes de alta complexidade, prevenir ocorrências e preparar respostas deixou de ser responsabilidade isolada de uma área para integrar a gestão de riscos e a resiliência operacional.

Durante a solenidade, também foi destacada a importância da integração entre profissionais, entidades e diferentes segmentos da segurança. Um dos conceitos defendidos no encontro foi justamente o compartilhamento de informações e conhecimento como instrumento para fortalecer o setor e gerar resultados para a sociedade.

Foto: InfraFM

Reconhecimento que também representa responsabilidade
Entre as mensagens da noite, ganhou destaque a ideia de que uma medalha não deve ser vista apenas como reconhecimento pelo que alguém realizou no passado. A honraria também representa responsabilidade sobre aquilo que ainda pode ser feito.

Em um dos pronunciamentos, foi ressaltado que a segurança vai muito além de proteger prédios, empresas ou patrimônio, significa proteger pessoas e as condições que permitem que empresas funcionem e a sociedade siga em frente. O trabalho, muitas vezes silencioso, pode ter como maior resultado justamente evitar que uma ocorrência aconteça.

Nesse sentido, ética, preparo, coragem, responsabilidade e propósito foram apontados como atributos essenciais para quem atua na área. A mensagem final reforçou que o reconhecimento deve funcionar como um compromisso com o futuro, de continuar aprendendo, contribuindo e ajudando a construir uma sociedade mais segura, preparada e resiliente.

Foto: InfraFM


Da segurança à comunicação
Entre os quase 50 profissionais reconhecidos na solenidade esteviveram os jornalistas Léa Lobo, Diretora de Redação da InfraFM e Luis Carmo, Diretor do portal NetSeg agraciados com a Medalha Constitucionalista.

Para a jornalista, receber a homenagem justamente no Obelisco trouxe uma reflexão adicional sobre o papel da comunicação na construção e transformação da sociedade. O local preserva a memória da Revolução Constitucionalista de 1932 e de personagens que fizeram da palavra um instrumento de mobilização.

Entre eles está Ibrahim Nobre, conhecido como o “Tribuno da Revolução”, cuja trajetória ficou marcada pela capacidade de mobilizar pessoas por meio da oratória. “Como jornalista e profissional da comunicação, essa história me toca especialmente porque acredito no poder da boa oratória, da comunicação clara e das ideias bem colocadas para transformar percepções, mobilizar pessoas e, muitas vezes, mudar o rumo das histórias. Recebo esta homenagem com muita gratidão e, sobretudo, como um lembrete da responsabilidade que temos quando nossa principal ferramenta de trabalho é a palavra”, afirma Léa.

Segurança como parte da resiliência
A aproximação entre segurança e Facilities Management se torna ainda mais relevante diante de organizações cada vez mais dependentes de operações integradas. Proteger um ambiente atualmente significa considerar simultaneamente pessoas, infraestrutura, tecnologia, informação, fornecedores e capacidade de resposta diante de situações inesperadas.

Essa visão também apareceu na solenidade ao se defender maior integração, profissionalismo e capacidade de olhar para o futuro.

Para o ecossistema de FM, fica uma provocação, que quanto mais crítica é uma operação, menos sentido faz tratar segurança, infraestrutura, tecnologia e continuidade de negócios como universos separados. A resiliência nasce justamente da capacidade de conectar essas disciplinas antes que uma ocorrência coloque essa integração à prova.


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