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De volta à TIM, Flávia Maciel fala sobre carreira

Ela assume gestão de Facilities nas sedes, prédios e lojas em nível nacional.

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As grandes obras da engenharia, como a Ponte Rio–Niterói, sempre despertaram o interesse de Flávia Maciel. Ainda adolescente, ela sonhava em cursar Engenharia Civil e atuar no campo estrutural. A vida, no entanto, tomou outro caminho. De certa forma, como ela descreve, Facility Management a escolheu.

Desde a infância, a mãe de Flávia reforçava a importância dos estudos e deixava claro, que devido as condições financeiras da família, ela deveria passar em uma faculdade pública ou não teria ajuda para pagar as mensalidades do curso. “Engenharia sempre foi um curso mais caro, né? Então, decidi: ‘é estudar ou estudar’. E aí, eu comia os livros mesmo”, recorda.

Quando estava no quarto semestre de Engenharia Civil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a mãe de Flávia faleceu. Já com 21 anos, ela começou o primeiro estágio de engenharia, em uma empresa de manutenção predial. No início, não tinha certeza se era o que realmente gostava de fazer, mas precisava trabalhar.

O segundo estágio, em uma empresa da indústria farmacêutica, apresentou-lhe os processos de melhoria contínua. Para Flávia, essa experiência foi uma verdadeira escola. Durante os oito anos que permaneceu na empresa, chegou ao cargo de coordenadora de Manutenção Civil e Obras. Nesse período, ela também se casou e, após sentir que sua carreira estava consolidada, tornou-se mãe.

Escolher entre ocupar um cargo de liderança ou dedicar-se à família, conforme Flávia, nunca foi uma opção. No entanto, ela percebe que a sociedade, muitas vezes, não associa mães a posições de liderança. Essa percepção reflete a tendência de que a progressão profissional feminina muitas vezes é acompanhada pelo adiamento ou até renúncia à maternidade. No Brasil, apenas 18% das mulheres em cargos de liderança têm filhos, em contraste com 35% dos homens em posições semelhantes, de acordo com um estudo da FGV em parceria com a consultoria Me.
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Liderança como uma nova paixão

Por meio de networking com o mercado, ela foi convidada a ocupar o cargo de especialista em Facilities Management na TIM. Dois anos depois, foi promovida a gerência da área, sendo responsável pelas sedes e lojas das regionais do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo, Norte e Nordeste.

Na TIM, Flávia encontrou uma grande flexibilidade para implementar melhorias, justamente devido à agilidade inerente ao setor de telecomunicações. “Temos velocidade porque a própria entrega do core business da empresa é rápida”, explica. Após seis anos na multinacional, ela enfrentou novos desafios profissionais, mas retornou à TIM em setembro deste ano.

“Eu estou muito feliz em voltar, muito feliz. A TIM me recebeu de braços abertos, o que é gostoso, porque você tem certeza de ter deixado uma boa marca”, conta a profissional. Como Facility Manager Sênior, atualmente Flávia é responsável pelas sedes, prédios e lojas em nível nacional.

Apesar de sempre ter sonhado em trabalhar em uma multinacional, Flávia não conseguia imaginar-se como líder no começo da carreira. Hoje, muito mais próximo das pessoas do que da operação, ela entende a liderança como uma paixão: “não sei se nasci líder, mas ver a evolução das pessoas é algo que gosto”. As pessoas, como Flávia ressalta, são a chave para tudo.


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