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SONDA leva monitoramento de fornecedores para toda a vigência do contrato

Empresa diz acompanhar mais de 350 parceiros de forma contínua; iniciativa desloca o controle de terceiros da homologação para a rotina operacional

Foto: https://depositphotos.com/br/897122500


Uma certidão válida no dia da contratação não assegura que o fornecedor continuará regular durante toda a execução do serviço. A empresa pode enfrentar dificuldades financeiras, perder uma licença, receber sanção ambiental ou acumular passivos trabalhistas depois da assinatura. Em contratos de limpeza, segurança, manutenção, alimentação ou resíduos, alterações desse tipo podem atingir diretamente a continuidade da operação.

A SONDA do Brasil decidiu tratar esse risco como acompanhamento contínuo. Durante 2025, a companhia manteve mais de 350 fornecedores sob gestão ativa, com consultas sobre situação fiscal, trabalhista, financeira, jurídica, ambiental e de integridade ao longo da relação comercial. Segundo a empresa, o modelo combina acesso a bases públicas e privadas, emissão de alertas, reavaliações periódicas e planos de ação definidos conforme a criticidade identificada.

“Não basta verificar a conformidade apenas na contratação”, afirmou Keila Janaina Israel, supervisora de contratos de fornecedores da SONDA do Brasil. A declaração resume a mudança de lógica: a homologação passa a ser uma referência inicial, enquanto o risco é reavaliado durante o contrato.

As diretrizes de integridade privada da Controladoria-Geral da União recomendam supervisão contínua dos terceiros, com revisão das diligências de acordo com a duração do contrato e o perfil de risco do fornecedor. A frequência e a profundidade do acompanhamento, portanto, não precisam ser iguais para todos os contratos. Elas variam conforme o serviço prestado e os efeitos que uma falha pode causar.

Um alerta documental, por si só, não determina a resposta. A perda de uma certidão, por exemplo, pode exigir regularização em prazo definido. Uma irregularidade que comprometa segurança, integridade ou a própria execução do serviço pode demandar escalonamento, contingência ou substituição. A diferença entre esses cenários precisa estar traduzida em cláusulas, responsáveis e consequências conhecidas pelas partes.

O documento também não encerra a verificação. Uma licença pode estar válida, mas o descarte de resíduos precisa corresponder ao que foi contratado. Comprovantes de treinamento não substituem a observação das condições de trabalho. Indicadores enviados pelo fornecedor ganham peso quando podem ser confrontados com registros, visitas e ocorrências da operação.

A orientação da OCDE para diligência empresarial responsável reforça esse ponto ao tratar o monitoramento como acompanhamento da implementação e dos resultados das ações corretivas. A tecnologia pode identificar mudanças cadastrais e concentrar informações, mas a resposta continua dependente de análise, decisão e acompanhamento.

A iniciativa da SONDA mostra uma tendência de aproximar gestão de terceiros e rotina contratual. O ponto relevante não é multiplicar exigências para cada fornecedor, mas definir quais fatos precisam ser atualizados, quais evidências tornam a resposta verificável e o que acontece quando uma condição crítica deixa de ser atendida.

Como construímos este material
​Esta matéria foi elaborada com base em informações da SONDA do Brasil, nas diretrizes de integridade privada da CGU e na orientação da OCDE para diligência empresarial responsável. Caso identifique alguma inconsistência ou queira sugerir novas pautas, entre em contato pelo e-mail [email protected].


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