Movimento NITI reúne empresas para integrar tecnologias de segurança nas operações

Iniciativa aproxima formação profissional, controle de acesso, defesa perimetral, drones e automação para discutir como transformar alertas em respostas coordenadas

A segurança de um edifício pode contar com câmeras, sensores, controle de acesso e equipes em campo. O desafio é fazer com que a informação produzida por cada um desses recursos chegue às pessoas certas e ajude a orientar uma resposta. É com esse foco que empresas de diferentes especialidades lançam o Movimento NITI, Núcleo de Inovação e Tecnologias Integradas.

Participam da iniciativa a MODUS, voltada à formação de profissionais de segurança; a MTI, de radiocomunicação; a MAXTEL, de controle de acesso e tecnologias de conexão; a A\SENSE, de defesa perimetral; a Aeroscan, de monitoramento aéreo com drones; a Easy5 Control, de automação e integração de controle de acesso; e a Planet Techno, fornecedora de tecnologias para o setor.

Para gestores de Facilities e de segurança patrimonial, a proposta toca em uma questão prática: como coordenar sistemas, processos e equipes em uma operação que precisa identificar ocorrências e agir com rapidez. Um alerta gerado por um sensor perimetral, por exemplo, pode ser associado às imagens do videomonitoramento e comunicado à equipe por radiocomunicação. Dependendo da estrutura instalada, também pode acionar procedimentos automatizados.

“Hoje, o desafio não é a falta de tecnologia, mas a falta de integração entre elas. Uma operação madura precisa conectar defesa perimetral, CFTV, controle de acesso, radiocomunicação, drones e automação para que a informação circule e gere uma resposta coordenada”, afirma Hamilton Luiz, CEO da A\SENSE.

Capacitação acompanha a evolução dos sistemas

A integração tecnológica também exige profissionais capazes de operar as ferramentas, interpretar os dados e decidir como agir. Segundo Clayton Magno, diretor executivo da MODUS Centro de Formação de Vigilantes e um dos participantes da criação do NITI, a capacitação precisa acompanhar as mudanças nas operações de segurança. “Não basta incorporar uma nova tecnologia se as pessoas não estiverem preparadas para utilizá-la, interpretar as informações que ela gera e transformá-las em ação”, afirma.

O movimento pretende promover a troca de conhecimento entre empresas e profissionais. Para isso, conta com uma estrutura de demonstração instalada na MODUS, onde diferentes soluções poderão ser apresentadas em conjunto. Também está prevista a criação de uma comunidade voltada à atualização tecnológica e regulatória.

A iniciativa surge após a regulamentação da Lei nº 14.967/2024, que instituiu o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras. O Decreto nº 13.012/2026 estabeleceu regras e procedimentos para autorização, controle e fiscalização dos serviços abrangidos pelo estatuto. 

O tema ganha relevância em um mercado em expansão. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), o setor movimentou mais de R$ 16 bilhões em 2025 e reúne cerca de 33 mil empresas no Brasil. 

O NITI também planeja criar um selo para reconhecer participantes que atendam a critérios da iniciativa. Os parâmetros de avaliação, a auditoria e as condições para concessão ainda estão em definição. O movimento está aberto à aproximação de empresas, integradores, especialistas e profissionais da cadeia de segurança.


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