Giovanna Trovati assume nova fase profissional à frente da Coletiva, do Grupo Raízes

Executiva leva 27 anos de experiência em Facilities Services para estruturar a nova unidade, que aposta em eficiência operacional, tecnologia e valorização das pessoas

Por Léa Lobo

Giovanna Trovati assume nova fase profissional à frente da Coletiva, do Grupo Raízes

Giovanna Trovati é diretora de Novos Negócios e Operações da Coletiva, do Grupo Raízes. É certificada como I.C.E. (ISSA Certification Expert), especialista em Eficiência Operacional pelo Instituto Israelita Albert Einstein, auditora líder ONA/IQG e JCI/CBA, sócia-fundadora da Sociedade Brasileira de Hotelaria Hospitalar e coautora do livro Mulheres em Facilities: Edição Poder de uma História.


Após uma trajetória de 27 anos em Facilities Services, com forte atuação em operações de saúde, varejo e indústria, Giovanna Trovati inicia um novo momento profissional como diretora de Novos Negócios e Operações da Coletiva, unidade do Grupo Raízes dedicada à prestação de serviços de Facilities.

Enfermeira infectologista de formação, a executiva reúne experiência em gestão técnica, operações, área comercial e desenvolvimento de novos negócios. Na nova função, sua missão é estruturar a Coletiva e posicioná-la como parceira estratégica dos clientes, com um modelo orientado por resultados mensuráveis, e não apenas pela alocação de mão de obra.


O que representa este novo momento profissional à frente da Coletiva?

É a oportunidade de estruturar uma operação desde o início, algo pouco comum em Facilities. A Coletiva nasce dentro de um grupo com 25 anos de experiência em alimentação e uma cultura baseada em respeito, excelência, hospitalidade e cuidado com as pessoas. Minha missão é transformar esses valores em uma unidade de Facilities Services com metodologia própria, proximidade com o cliente e responsabilidade pelos resultados.

Queremos atuar em limpeza e conservação, higiene hospitalar, controle de acesso, recepção, copa, manutenção e jardinagem. A proposta é deixar de ser percebida apenas como fornecedora de mão de obra e ocupar o lugar de parceira estratégica, capaz de compreender cada ambiente, dimensionar a operação com critério técnico e medir o que entrega.


Como sua trajetória contribui para a construção dessa nova unidade?

Minha carreira foi construída em operações complexas, principalmente na área da saúde, onde qualidade, segurança e controle de processos interferem diretamente na vida das pessoas. Esse ambiente me ensinou a trabalhar com criticidade, prevenção, protocolos, indicadores e melhoria contínua, sem perder a sensibilidade na gestão das equipes.

Também atuei nas áreas técnica, operacional, comercial e de novos negócios. Isso me deu uma visão completa do ciclo de um contrato, que inclui identificar a necessidade, desenhar o escopo, formar preço, implantar, governar e avaliar resultados. Levo para a Coletiva esse repertório de rigor técnico, execução, visão estratégica e respeito pelas pessoas.


Como a Coletiva pretende transformar eficiência operacional em resultado concreto para o cliente?

O dimensionamento de uma operação não deve começar pela pergunta sobre quantas pessoas são necessárias. Primeiro, é preciso entender o ambiente, considerando área, criticidade, fluxo, frequência e nível de mecanização. A partir dessas variáveis, chegamos à capacidade produtiva e à equipe adequada.

Para apoiar esse processo, desenvolvemos o CleanMetric, metodologia proprietária baseada também em parâmetros da ISSA. A proposta é permitir que o cliente contrate resultados e acompanhe indicadores como produtividade, conformidade, absenteísmo e rotatividade. A tecnologia oferece visibilidade e rastreabilidade, mas não substitui equipe preparada, liderança presente e processo bem estruturado.


Quais são as prioridades desta primeira fase?

A prioridade é validar a metodologia em contratos de referência e consolidar um portfólio nos segmentos de saúde, ensino, indústria e condomínios corporativos. Queremos demonstrar, por meio de indicadores, que uma operação bem dimensionada, com profissionais capacitados, valorizados e bem liderados, pode ser mais eficiente e rentável para o cliente.

Também estamos estruturando padrões de qualidade, governança, formação de lideranças e ferramentas para acompanhar a operação de forma objetiva. Os resultados serão avaliados pela redução de turnover, absenteísmo e falhas, pela evolução da produtividade, do NPS e dos indicadores de segurança e qualidade, além da retenção e expansão dos contratos.

Para mim, relevância não é apenas tamanho. Uma empresa se torna relevante quando entrega o que promete, desenvolve pessoas, decide na hora certa e constrói relações duradouras.


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