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Manutenção preditiva cresce no Brasil e impulsiona eficiência energética em edifícios e setores críticos

O mercado global de manutenção preditiva deve chegar a US$ 70,73 bilhões até 2032, segundo a Fortune Business Insights, impulsionando o avanço de tecnologias de monitoramento contínuo em setores críticos e em edifícios, onde a climatização pode consumir até 70% da energia.

Por Redação

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Foto: Canvas | pramote-polyamates-images

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A manutenção preditiva tem se consolidado como um dos pilares da eficiência operacional em empresas que dependem de equipamentos críticos. De acordo com a consultoria Fortune Business Insights, o mercado global atingiu US$ 10,93 bilhões em 2024, com projeção de chegar a US$ 70,73 bilhões até 2032. A expansão internacional ajuda a impulsionar o uso de tecnologias baseadas em dados também no Brasil, onde a digitalização industrial e a busca por segurança operacional ampliam a adoção de sistemas inteligentes.

Segundo o engenheiro mecatrônico Patrick Galletti, CEO do Grupo RETEC, essa abordagem utiliza sensores e análise contínua de dados para antecipar falhas e evitar interrupções. “O acompanhamento em tempo real permite identificar desvios de performance antes que se tornem falhas críticas. Isso reduz custos com reparos e evita paradas imprevistas que comprometem toda a operação”, afirma.

A popularização de sensores inteligentes e dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT) vem transformando o monitoramento de equipamentos, com destaque para sistemas de climatização e compressores industriais. Em edifícios comerciais brasileiros, estimativas indicam que sistemas de ar-condicionado podem responder por cerca de 70% do consumo de energia elétrica interno, o que reforça o papel da manutenção preditiva na economia e na sustentabilidade.

Tecnologia fortalece áreas de alta demanda térmica

Hospitais, data centers e indústrias estão entre os setores que mais se beneficiam do modelo, devido à dependência de controle térmico contínuo. Galletti destaca que falhas em climatização podem interromper linhas produtivas, comprometer estoques sensíveis ou colocar vidas em risco em ambientes hospitalares. “O monitoramento remoto e as inspeções automatizadas garantem estabilidade e segurança para esses cenários”, explica.

Além da previsibilidade operacional, o especialista aponta que a manutenção preditiva ajuda a prolongar a vida útil dos equipamentos e reduzir desperdícios, contribuindo para metas de sustentabilidade corporativa.

Transição exige mudança estrutural nas organizações

Para implementar manutenção preditiva, as empresas precisam de planejamento e transformação cultural. Galletti reforça que o processo vai além da tecnologia, exigindo capacitação de equipes e integração de dados em plataformas de gestão. “Mais do que tecnologia, trata-se de uma nova forma de gestão. Integrar sensores a uma rede de análise contínua e capacitar equipes para interpretar os dados é o que garante desempenho, conforto e segurança com menor custo”, afirma.

Entre as boas práticas adotadas pelo mercado estão auditorias energéticas periódicas, instalação de sensores de vibração e temperatura em equipamentos críticos, integração de dados em nuvem e planos de inspeção baseados em métricas de performance.

Para Galletti, as organizações que avançam nessa direção estarão mais preparadas para enfrentar crises energéticas, reduzir falhas e elevar competitividade. “O futuro da manutenção é digital e preditivo. As empresas que compreenderem isso agora sairão na frente”, conclui.


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