Congresso InfraFM reúne JLL, CBRE, Cushman & Wakefield, Petrobras e especialistas em workplace no primeiro dia de palestras

Programação discute trabalho híbrido, contratos, pessoas, neuroarquitetura e escassez de mão de obra, com participação de executivos e especialistas do setor

Por Redação

Congresso InfraFM reúne JLL, CBRE, Cushman & Wakefield, Petrobras, Atento, Bradesco Seguros, Sodexo e especialistas em workplace no dia 9

Foto: Divulgação


Após a programação de visitas técnicas, o Congresso InfraFM inicia hoje sua agenda de palestras com uma pauta voltada aos temas que pressionam diretamente a rotina dos gestores de facilities, workplace, operações e serviços corporativos. O dia 9 concentra debates sobre futuro do trabalho, gestão contratual, modelos híbridos, comportamento humano, demografia e contratação de serviços.

A abertura oficial do Congresso InfraFM é conduzida por Léa Lobo, Head de Conteúdo da InfraFM, e Rimantas Sipas, COO da IEG Brasil. A partir dessa abertura, o evento dá início à programação de conteúdo do dia 9.

A Trilha 1, dedicada a tendências globais e futuro do trabalho, é conduzida sob a presidência de mesa de Satoshi Yadoya, FM Platform, Tech & Services Brazil na Sodexo, e, no período da tarde, por Érica Prata, arquiteta e cofundadora da AKMX.

O futuro global do FM e o papel da América Latina
O painel “O futuro global do FM e o papel da América Latina, tendo o Brasil como protagonista” reúne Fátima Bottameli, Diretora LatAm de Soluções de Gerenciamento de Facilities da JLL, Alípio Neto, Diretor de Operações da CBRE, e Rodrigo Coste, Diretor de Operações de Facilities na Cushman & Wakefield.

A discussão coloca o Facility Management diante de uma agenda mais estratégica. O setor passa a lidar com decisões que combinam custo, experiência, tecnologia, contratos e valor dos ativos. A área deixa de ser avaliada apenas pela capacidade de manter a operação funcionando e passa a ser cobrada pela contribuição direta ao desempenho do negócio.

Contratos, fornecedores e operações em grande escala
O painel “Quando o setor Compartilhado da maior empresa do Brasil revela como organiza seus contratos, fornecedores e operações” traz Bruno da Silva Paulo Lobão, Gerente de Gestão Contratual, Serviços Corporativos na CSC da Petrobras, Mateus Pacheco da Silva Guimarães, Gerente de Orçamentação, Serviços Corporativos na CSC da Petrobras, e Julio Macedo Veras, Gerente de Infraestrutura na Atento.

O tema dialoga com uma preocupação recorrente entre gestores: como garantir qualidade, controle, conformidade e eficiência em contratos cada vez mais amplos. A discussão aponta para a necessidade de modelos de contratação mais inteligentes, com indicadores claros, governança ativa e maior integração entre áreas internas e parceiros de serviço.

Trabalho híbrido e economia sob demanda redesenham o papel do FM
O painel “Trabalho líquido mostrará como o modelo híbrido e a economia sob demanda redesenham o papel dos FM” aprofunda os impactos dos modelos flexíveis sobre a gestão dos espaços, dos serviços e da infraestrutura. A conversa conta com Julio Macedo Vezzani, Superintendente Global de Infraestrutura na Atento, e Paula Martins, Gerente Sênior de Operações e Serviços no Bradesco Seguros.

Para facilities, o desafio está em operar espaços com ocupação variável, ajustar contratos a novas formas de uso e criar ambientes que justifiquem a presença das pessoas no escritório. O escritório deixa de ser apenas local de execução e passa a ser tratado como ferramenta de colaboração, cultura, aprendizado e conexão.

Demografia, gerações e neuroarquitetura entram na agenda do workplace
O tema “Demografia, gerações e o futuro do workplace, um choque silencioso que já começou” reúne Lori Crizel, Escritório de Arquitetura Lori Crizel + Partners, Diretor do Instituto OpenLAB e autor do 1º livro do Brasil sobre Neuroarquitetura, e Thais Tretin, fundadora e CEO da Workplace Arquitetura.

A presença de diferentes perfis profissionais nas empresas exige ambientes mais adaptáveis, capazes de responder a expectativas distintas de concentração, convivência, autonomia e bem-estar. A neuroarquitetura aparece nesse debate como uma lente para compreender a relação entre espaço físico, comportamento e desempenho humano. Ruído, iluminação, conforto, estímulos visuais e qualidade dos ambientes passam a ser tratados como componentes da estratégia de ocupação, e não apenas como escolhas de projeto.

Escassez de mão de obra pressiona contratação e qualidade dos serviços
A discussão “A escassez de mão de obra em Facilities Services é um problema de pessoas ou de estratégia de contratação?” é conduzida por Roberto Talarico, Partner da Bizup Strategy, Business Strategy, Professional Services e Digital Transformation.

O debate amplia a discussão sobre terceirização. A questão deixa de ser apenas contratar pelo menor custo e passa a envolver capacitação, retenção, produtividade, reputação dos prestadores, condições de trabalho e capacidade de resposta em operações críticas.

Como construímos este material
Esta matéria foi elaborada com base na programação oficial do Congresso InfraFM para o dia 9 de junho, com análise editorial dos temas previstos nas palestras e sua relação com os desafios atuais de facilities, workplace, operações corporativas, contratos e gestão de pessoas. Caso identifique alguma inconsistência ou queira sugerir novas pautas, entre em contato pelo e-mail [email protected].


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