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Nova estratégia para reduzir afastamentos e aumentar a produtividade

Pesquisa da UEMG revela como ambientes de trabalho planejados para estimular emoções positivas podem ser aliados contra depressão, ansiedade e queda de desempenho

Por Redação

Nova estratégia para reduzir afastamentos e aumentar a produtividade

Estudo mostra que investir em bem-estar no workplace traz retorno em saúde mental, engajamento e sustentabilidade. Foto: Canva.com/Ciprian Alexandru


No Brasil e no mundo, empresas perdem bilhões por ano com afastamentos e baixa produtividade ligados à saúde mental. Uma pesquisa conduzida por Ana Célia Carneiro Oliveira, doutoranda em Design, Sergio Antônio Silva, doutor em Literatura Comparada, e Nadja Maria Mourão, doutora em Design, todos da Universidade do Estado de Minas Gerais, aponta um caminho: integrar design centrado no ser humano e psicologia positiva para transformar o workplace em um fator de bem-estar e desempenho.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, citados no estudo, 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à depressão e ansiedade, com impacto econômico global de quase 1 trilhão de dólares. Esse cenário reforça um alerta já discutido em nossa reportagem sobre saúde mental nas fiscalizações trabalhistas: cuidar do bem-estar corporativo deixou de ser apenas uma pauta de RH e passou a ser também uma questão de conformidade e gestão estratégica.

Do layout à emoção
A pesquisa mostra que o design corporativo não deve se limitar à estética ou à funcionalidade. Iluminação natural, qualidade do ar, conforto acústico e áreas que estimulem a colaboração são peças-chave para o chamado florescimento humano — estado em que pessoas vivem plenamente, com saúde física, equilíbrio emocional e engajamento social.

Dados do ArchDaily Brasil (2022) reforçam a importância desses fatores: melhorias na qualidade do ar em escritórios podem elevar a produtividade em até 11%. Por outro lado, a poluição sonora compromete o foco e o rendimento de 69% dos trabalhadores no mundo. A iluminação artificial excessiva, comum em escritórios, pode causar fadiga ocular e queda de desempenho ao longo do dia.

Além das condições ambientais, o estudo também ressalta a relevância de políticas que ampliem a flexibilidade e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, como já exploramos na análise sobre chronoworking.

Sustentabilidade que impacta resultados
Os autores destacam que soluções sustentáveis, como ventilação natural, uso de materiais ecológicos e iluminação natural, vão muito além da redução de custos operacionais. Elas criam espaços mais saudáveis, que aumentam a satisfação dos usuários e fortalecem a cultura organizacional.

Ambientes bem projetados também se tornam ativos estratégicos: reduzem afastamentos, atraem e retêm talentos e melhoram a reputação corporativa.

O recado para gestores
O estudo é direto: gestores de facilities e ambientes corporativos têm papel decisivo na saúde mental das equipes. Incorporar elementos da psicologia positiva ao planejamento e à operação diária ajuda a transformar o escritório de um espaço apenas funcional em um motor de produtividade, engajamento e qualidade de vida.

Num cenário em que saúde mental já entrou no radar das fiscalizações e a competitividade entre empresas exige novas estratégias, investir em design e bem-estar deixa de ser tendência e se torna vantagem competitiva real.

E na sua organização, quais estratégias de design e bem-estar têm gerado resultados concretos? Compartilhe sua experiência e ajude a ampliar essa discussão no setor.


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