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Parques aquáticos e sustentabilidade: existe conexão?

Com milhares de água sendo usado todos os dias, esse tipo de negócio consegue ser consciente?

Parques aquáticos e sustentabilidade: existe conexão?

Foto: Divulgação

O Brasil apresentou temperaturas recorde este ano e, consequentemente, diversos empreendimentos se beneficiaram do calor exacerbado. Um setor que vem prosperando há algum tempo e que certamente viu um aumento de público foi o de parques aquáticos, que continua firme apesar das dificuldades de se manter um negócio desse tipo.

Não há necessidade de dizer que tais empreendimentos apresentam gastos exorbitantes com água e eletricidade, mas também há a necessidade de investimentos grandes em segurança e, obviamente, em brinquedos e atrações, que são, em sua grande maioria, importados.

Acima de tudo, porém, a sustentabilidade é uma grande preocupação. Não é preciso ser um especialista para imaginar como a responsabilidade por parte dos parques é maior considerando que são milhares de litros de água sendo utilizados todos os dias. Sem ações conscientes, tais empreendimentos podem representar perigos reais para o meio ambiente.

Parques aquáticos e sustentabilidade: como se relacionam?

Ninguém está mais ciente da necessidade de ações sustentáveis em parques aquáticos do que os próprios donos e gestores. Quando pegamos como exemplo um dos maiores empreendimentos na área no Brasil, o Wet’n Wild, percebemos uma clara preocupação com os gastos, tanto naturais quanto monetários.

Desde antes de sua inauguração, a unidade de Itupeva do parque já contava com um sistema próprio de abastecimento de água e tratamento de efluente, tendo como única fonte de captação o lago Ribeirão do Moinho, o que significa que uma grande porção da água é tratada e reutilizada, evitando maiores desperdícios. Hoje, devido aos filtros, são tratados 2 milhões e 600 litros de água por hora.

A água do lago, obviamente, não pode ser utilizada in natura, então há também dois laboratórios nos arredores especializados em tratá-la previamente antes que ela seja direcionada ao parque. Essas ações não apenas ajudam o meio ambiente como também garantem uma maior economia para o empreendimento, o que é essencial visto que se trata de um negócio relativamente custoso devido às constantes atualizações e manutenções que devem ser feitas nos equipamentos.

Participantes do 3º Fórum InfraFM tiveram a oportunidade de fazer uma visita técnica à unidade e presenciar in loco como funciona a gestão do parque, que recebe, diariamente, 12 milhões de visitantes. Caso tenha se interessado, não perca a oportunidade de estar conosco em nossos próximos eventos!


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