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"Gestão é tudo", afirma José Rubens, novo diretor de negócios da Vertin

Executivo compartilhou os aprendizados sobre liderança, os desafios de implantar mudanças e as reflexões sobre a importância em equilibrar vida pessoal e trabalho.

"Gestão é tudo", afirma José Rubens Macedo Filho, novo diretor de negócios da Vertin
José Rubens Macedo Filho
descreve-se como uma pessoa que sabe limpar uma privada como ninguém, uma brincadeira que enfatiza a natureza do executivo em estudar os processos de um negócio. Quando estudou para tornar-se franqueado do McDonald's, em 1995, Macedo teve que aprender a realizar todas as funções dos funcionários que viria a gerenciar. Durante o treinamento, ele leu todos os manuais, realizou desde a limpeza até o gerenciamento do restaurante, para depois ensinar. "Você tem que começar a entender toda a estrutura e começar de baixo (a análise da estrutura) para você conseguir liderar o seu time inteiro", afirma.

Para o executivo, o líder aprende enquanto ensina e isso torna-se um ciclo virtuoso. Ao refletir sobre a troca de experiências entre os colegas de trabalho ao longo dos anos, Macedo comenta a importância de cultivar nas empresas um ambiente saudável, onde é possível conciliar trabalho e vida pessoal. "Eu tenho uma felicidade: não interessa se faz 30 anos que trabalhei com uma pessoa no mesmo time, quando me encontram na rua é uma festa, sabe? Não tem aquela coisa: 'ah, vou atravessar a rua porque eu vi o Zé Rubens', ou eu atravessar a rua porque eu vi a pessoa que trabalhou comigo".

Antes de assumir uma nova tarefa, é necessário cuidar da individualidade
Com mais de 20 anos de experiência nas áreas de vendas, novos negócios e operações, Macedo confessa que é possível trabalhar demais, deixando atividades que trazem bem-estar de lado, mas que é essencial estabelecer um limite. O desafio do novo cargo de diretor de negócios na Vertin Construções Industriais, por exemplo, não tira a prioridade de passar tempo com a família. "Eu tenho um filho pequeno, eu gosto de dar banho nele às sete horas da noite. Então, às sete horas da noite, eu vou estar dando banho no meu filho, entendeu?", embora, talvez, não pare de trabalhar às sete, Macedo frisa a importância de estabelecer atividades que são importantes para evitar o esgotamento.
 
Projeções de crescimento e os desafios impostos por mudanças
Em junho, José Rubens foi convidado a ocupar o cargo de diretor na Vertin, que é uma joint venture entre duas empresas, Consag e CA3M. A Andrade Gutiérrez, braço da Consag, possui a projeção de crescimento de 44% até o final do ano, tendo a Vertin como principal veículo. De acordo com o executivo, a projeção para o próximo ano é de quase 50% de crescimento. Além disso, comentou sobre as implementações de novas ferramentas na empresa com a sua chegada.
 
Dentro de uma equipe de vendas, de novos negócios ou de operações, implantar mudanças é sempre um desafio. "Toda mudança, no começo, sofre resistência de muita gente", como cita o executivo, mas inserir a equipe nos processos e trazê-la para perto torna tudo mais tranquilo. "Eu ainda estou há muito pouco tempo na Vertin e mudanças estão acontecendo, mas, agora, não só por mim, o time inteiro está propondo mudanças bem legais e colocando a eficiência sempre em primeiro lugar, trabalhando com o plano de negócios", diz.

Aprendizados como gestor de operações 
Quando questionado sobre a construção de sua carreira e sobre os aprendizados que a atuação como gestor trouxe, Macedo afirmou que não acredita em metas individuais, pois os times devem trabalhar em união, e citou a importância de reconhecer os esforços da equipe. "Eu não acredito em, por exemplo, eu receber um parabéns porque fechei um negócio, né? Eu não fecho negócio sozinho. Então, sim, eu acho que se tiver algum bônus, alguma coisa, o time inteiro tem que ganhar", ressalta.
 
"Eu costumo fazer um paralelo interessante, como na minha vida teve a parte de restaurante também. Nessa época, eu sempre olhava de longe o garçom entregando um prato na mesa super bem-feito e via ele ganhando a gorjeta. Aí, eu pensava: 'nossa, o prato sai tão bonito lá da cozinha, por que aquele cara que está trabalhando na cozinha não tinha o mesmo?'. Isto é, não ganhava o mesmo troféu que ganhava o cara que estava na outra ponta. Então, de novo, eu estou falando da união desses times. [A liderança] é soft skill, mas precisa ter, de novo, time trabalhando junto, e o lado humano e técnico", completa.  


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