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Compliance: o caminho para conseguir fazer mais com menos

Como implementar um programa de compliance efetivo e dentro do orçamento.

Por Jefferson Kiyohara

O caminho para conseguir fazer mais com menos, Jefferson Kiyohara

Muitos são os desafios enfrentados pelos gestores de compliance das diversas organizações do Brasil e respeitar o orçamento existente, ao cumprir com todas as suas responsabilidades, é um deles. Percebemos que o aumento da complexidade e das áreas de atuação do programa de compliance fazem com que muitas empresas busquem mais profissionais para compor a equipe da área e, assim, dar conta das demandas. Contudo, muitas vezes, não há orçamento para contratar mais pessoas. Então, quais seriam as opções?

Nesse caso, sistemas de automação são grandes aliados. Na atividade de diligências, por exemplo, uma plataforma permite consultar diversas bases e fontes rapidamente, retornando com um score sobre os riscos. Essa medida traz a vantagem de permitir acompanhar o histórico e promove a rastreabilidade, sem contar que pode ser integrada com o sistema de gestão (ERP) utilizado pela organização.

Outros pilares do programa de compliance também podem se beneficiar da tecnologia, como o mapeamento de riscos, que geralmente é registrado numa planilha Excel. A evolução é realizar o processo numa plataforma de GRC (Governança, Riscos e Compliance). Neste modelo, há ganhos na proteção dos dados confidenciais e controle de acesso, na possibilidade de criar tarefas para cada atividade prevista no plano de ação, atribuindo prazo e responsável, assim como, uma atuação colaborativa. Além disso, existe a possibilidade de integrar com um módulo de auditoria, favorecendo a geração de indicadores e o trabalho de auditoria interna. 

O mesmo raciocínio é válido para o processo de análise de dados. As soluções de analytics cobrem de forma mais rápida e efetiva as análises em comparação com as macros em planilhas.

A governança do programa de compliance pode ser favorecida com uma plataforma para a organização dos comitês e a respectiva convocação de membros. Na mesma plataforma, também é possível organizar pautas e atas de reunião com controle de agenda e fluxo de informações, comprovar e acompanhar. Com a tecnologia, há ganho na confidencialidade, rastreabilidade e transparência de informações, respeitando as alçadas existentes. Isso porque a centralização de dados e documentos num repositório único, com controle e registro de acessos, também favorece a governança. 

Compliance: o caminho para conseguir fazer mais com menos

Foto: Canva / Chaliepix

O fluxo sistêmico para gerenciar situações de conflito de interesses, como autorizações para participação em eventos, viagens e presentes também aprimora a governança do programa, e pode ser feita com aplicativos e uso de robôs.

Pensando nas práticas de prevenção à lavagem de dinheiro, o uso de ferramentas com Inteligência Artificial para identificar padrões e situações atípicas é um diferencial para reduzir falsos positivos e conseguir maior efetividade na identificação de casos suspeitos, além de otimizar o uso dos analistas humanos. 

Outra opção é a terceirização com mão de obra experiente. A terceirização permite a empresa ter acesso a especialistas, inclusive de forma temporária ou em tempo parcial, para cobrir necessidades operacionais do dia a dia e picos de demanda ou ausência da equipe própria em razão de licença médica ou maternidade, por exemplo. Há empresas inclusive que terceirizam a gestão do programa de compliance por não terem interesse em atuar com equipe própria ou não terem o conhecimento técnico de como realizar o trabalho.

São muitas as opções para fazer o melhor uso do orçamento existente. Encontrar o melhor mix no uso de recursos internos, consultoria, serviços terceirizados e plataformas tecnológicas é o caminho para conseguir fazer mais com menos nos programas de compliance. É algo fundamental em tempos de austeridade, nos quais os holofotes estão nas organizações para a adoção efetiva dos pilares e das práticas de governança, riscos e compliance.


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