Novo diretor de operações da Cushman&Wakefield fala sobre atuação generalista

Rodrigo Costev compartilha perspectivas sobre o mercado de FM e lembra início da carreira.

Por Natalia Gonçalves

Novo diretor de operações da Cushman&Wakefield fala sobre atuação generalista

Apesar de pouco mais de dois meses no novo cargo, Rodrigo Costev já está em fase de mudanças. Ele é o novo diretor de operações da Cushman&Wakefield, onde trabalha desde 2007. Com o conhecimento dos desafios do dia a dia, Costev trabalha atualmente nos procedimentos internos da área, organização dos times, criação de novas políticas internas e engajamento do time de Facility Management.

O tempo de casa é um dos fatores que cria um ambiente favorável para a implementação de “um legado positivo”, com o qual executivo pretende gerar o crescimento da satisfação dos clientes. “O principal desafio é administrar a ansiedade para que as ações e iniciativas sejam planejadas e construídas sob alicerces sólidos e duradouros”, ressalta.


Mais de duas décadas em operações

No primeiro ano da faculdade de engenharia elétrica, Costev passou no processo seletivo para estágio em uma multinacional espanhola especialista em Facilities Services. Após um ano e meio como estagiário, ele foi efetivado como supervisor do time de gerenciamento e de manutenção. Em 2004, se tornou gerente de contratos na mesma empresa.

Depois de sete anos na multinacional, Rodrigo foi convidado a ocupar o cargo de gerente de operação na Cushman&Wakefield, para liderar projetos de gerenciamento de Facilities e manutenção em redes de varejo. Em 2014, foi promovido a gerente de portfólio de operações, sendo responsável por clientes de diversos segmentos do mercado, mas também participando de comitês e decisões estratégicas da empresa.

No ano passado, o profissional assumiu o cargo de diretor de operações. “Sempre gostei de assumir desafios, independente se estão diretamente sob minha responsabilidade direta ou não. Eu já estava trabalhando muito próximo do meu antecessor apoiando em temas diversos a fim de colaborar com o crescimento do departamento de FM da C&W de forma estruturada e organizada”, comenta.

O convite foi feito em novembro de 2023 e, segundo Rodrigo, ele sentiu ainda mais reconhecido e valorizado pela Cushman&Wakefield. “Depois de 16 anos de empresa, me sinto pronto para dar o próximo passo e contribuir estrategicamente com o crescimento da empresa e de nossos clientes”, afirma.

Qual é a importância do perfil generalista em FM?

Para Costev, no segmento de FM é imprescindível ter habilidades e conhecimentos multidisciplinares: “os temas abordados no gerenciamento de espaços, serviços e propriedades requerem flexibilidade e busca de soluções técnicas e administrativas simultaneamente na maioria das vezes”, observa. Segundo o executivo, a estratégia de comunicação e planejamento de múltiplas atividades e rotinas requerem habilidades que, normalmente, são mais evidentes em profissionais com perfil generalista.

“Isso não significa que em nosso segmento de mercado não há espaço para especialistas, mas o campo de atuação é mais restrito. Como gerenciadores precisamos ter a visão mais ampla para conduzir os assuntos e sempre acionando especialistas quando houver a demanda específica. Essa visão sobre a necessidade de uma atuação mais generalista me direcionou academicamente para um MBA de Gestão de Projetos”, completa Rodrigo.


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