Limpeza não é custo. É proteção à vida, que evita doenças que não aparecerão nas estatísticas.

É infraestrutura invisível e essencial que sustenta a saúde das pessoas e das organizações.

Por Léa Lobo

Limpeza não é custo. É proteção à vida, que evita doenças que não aparecerão nas estatísticas.

Foto: Divulgação 


Na manhã desta quarta-feira, 26 de fevereiro de 2026, a Abralimp - Associação Brasileira de Limpeza Profissional oficializou a posse de seu novo presidente para o ano de 2026, Sacha Haim, em uma cerimônia marcada por emoção, senso de responsabilidade e visão estratégica para o setor.

Em um discurso firme e pessoal, Sacha deixou claro que sua gestão será pautada por continuidade, fortalecimento institucional e elevação do patamar da limpeza profissional no Brasil.

Ao lembrar que seu pai, Salvatore Haim, também presidiu a entidade nos primeiros anos, reforçou que assumir o cargo não é um movimento simbólico, mas um compromisso com a história e com o futuro da associação. “Assumir a presidência da Abralimp é um privilégio, mas é, acima de tudo, uma responsabilidade enorme. Porque a limpeza profissional não é um detalhe”, afirmou.


A limpeza como infraestrutura essencial

Limpeza não é custo. É proteção à vida, que evita doenças que não aparecerão nas estatísticas.

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Um dos pontos mais contundentes de sua fala foi o reconhecimento definitivo do papel estratégico da limpeza profissional, especialmente no pós-pandemia.  “Após a pandemia ficou absolutamente claro para todos nós. Limpeza não é custo, é proteção à vida.”

A frase ecoa muito além do setor de higiene. Ela dialoga diretamente com o universo de Facility Management. Quando o presidente da Abralimp afirma que a limpeza profissional é infraestrutura, ele está dizendo algo que os Facilities Managers precisam internalizar de vez. A limpeza atua em hospitais, aeroportos, indústrias, escolas e edifícios corporativos. Ela protege pessoas que nunca saberão quem executou o trabalho. Evita doenças que não aparecerão nas estatísticas. Sustenta ambientes seguros para que a economia funcione. Ou seja, limpeza não é atividade de apoio. É base operacional.

Para o gestor de facilities, isso muda completamente a lógica de contratação, avaliação e investimento. Se é infraestrutura, precisa ser tratada com planejamento, tecnologia, indicadores, capacitação e governança. Não com corte linear de orçamento.


Uma presidência com propósito e transição estratégica

Sacha anunciou que pretende exercer a presidência por apenas um ano. A decisão, segundo ele, não significa redução de compromisso, mas estratégia de continuidade. Em 21 de agosto, a Abralimp completará 40 anos de atuação, e a intenção é que a próxima gestão lidere esse marco histórico.

“A Abralimp sempre foi mais do que uma associação. Foi um espaço de construção coletiva, de troca, de evolução e de responsabilidade com o país.”

Ao longo do discurso, ele reforçou que ninguém governa sozinho. Destacou a importância da diretoria executiva, dos conselhos, das câmaras setoriais e da equipe operacional. Falou em ética, transparência e confiança como ativos centrais da entidade.


Educação, dados e combate à informalidade

Entre as prioridades para 2026 estão a organização estrutural da entidade, a realização de uma edição histórica da feira do setor, o fortalecimento da representação institucional, a ampliação da presença nacional e a entrega de inteligência de mercado.

Sacha destacou ainda a necessidade de combater a informalidade e elevar o padrão técnico do setor por meio da educação. “Quando elevamos o nível de conhecimento do setor, elevamos o nível do mercado inteiro.”

Esse ponto é fundamental para os Facilities Managers. Um mercado mais profissionalizado significa fornecedores mais preparados, processos mais seguros, contratos mais robustos e entregas mais qualificadas. A maturidade da limpeza profissional impacta diretamente a performance dos ativos imobiliários e a experiência dos usuários.


Um recado direto ao mercado de Facilities

Limpeza não é custo. É proteção à vida, que evita doenças que não aparecerão nas estatísticas.

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O discurso do novo presidente da Abralimp deixa uma mensagem clara para o ecossistema de Facility, Property e Workplace Management. A limpeza não pode continuar sendo tratada apenas como linha de despesa. Ela é componente crítico de ESG, saúde ocupacional, continuidade operacional, reputação corporativa e gestão de riscos. Quando falamos em edifícios inteligentes, workplace saudável e ativos resilientes, estamos falando também de processos de limpeza baseados em tecnologia, dados, qualificação e governança.

A Abralimp se posiciona para liderar essa transformação. E os gestores de facilities precisam estar atentos. Entender o real significado da limpeza é entender que ela sustenta a operação silenciosamente todos os dias.

Ao encerrar, Sacha resumiu seu propósito. “Não queremos ser apenas uma entidade respeitada. Queremos ser uma entidade indispensável.”

Talvez essa frase sirva também para o próprio setor de limpeza profissional. Indispensável não apenas em momentos de crise, mas na rotina estratégica das organizações.

A partir de hoje, a mensagem está dada. A limpeza profissional não é acessório, é um pilar estrutural do ambiente construído.


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