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Crescimento de 90% no mercado de imóveis usados

Foram fechados mais de 15 mil contratos no 1º trimestre nas imobiliárias indicadas pelo Painel do Mercado Imobiliário, indicador desenvolvido pela startup Kenlo


​O mercado de imóveis usados fechou o primeiro trimestre deste ano com crescimento de 90% no volume de negócios em comparação ao mesmo período de 2020, de acordo com o Painel do Mercado Imobiliário (PMI) produzido pela plataforma Kenlo, que mede a atividade das imobiliárias de todo o país parceiras da startup. A venda e aluguel de imóveis usados somaram 15.499 negócios, ante 8.160 em igual período do ano anterior, mostram os dados coletados entre mais de 7,5 mil imobiliárias e 44 mil corretores de imóveis cadastrados em todo o Brasil na plataforma. 

O aumento no número de propostas de negócios, que cresceu 33,5% em relação ao primeiro trimestre de 2020, também dá medida do interesse por imóveis do chamado mercado secundário. Nos três primeiros meses do ano, foram enviadas mais de 55 mil propostas.

"Assim como já tínhamos visto no segundo semestre de 2020, observamos no primeiro trimestre deste ano que os fechamentos dos negócios em imóveis residenciais usados mantiveram-se em alta. Uma parte deste cenário ainda pode ser explicada pelo home office adotado por algumas empresas e, outra, pela disponibilidade de crédito para aquisição da casa própria. Com a adoção do home office, a divisão dos ambientes familiar e profissional resultou numa tendência de procura por ambientes que acumulem estas atividades. Por outro lado, a migração dos grandes centros para regiões ou até cidades mais tranquilas, com menor valor do metro quadrado e mais espaço, também pode ter sido uma decisão para um ajuste no orçamento familiar, seja pela disponibilização do seu imóvel próprio para aluguel e locação do novo imóvel em outro bairro/cidade ou mesmo pela troca do aluguel por parcelas da casa própria", explica Denise Ghiu, especialista de mercado da área de inteligência do Kenlo. 

O crescimento registrado na procura por imóveis usados no primeiro trimestre pode ser a tônica para todo o ano, uma vez que o mercado residencial de usados representa uma grande parcela dos negócios imobiliários, não só em termos de locação, mas também de compra. "A tendência para 2021 é que as aquisições para imóveis usados continuem em alta e, num ambiente de alta de preços de insumos para a construção, seguem a tendência de ser mais valorizados ao longo do ano", completa Denise Ghiu. De acordo com a especialista, o mercado em geral apresentou crescimento, mas menos robusto. 

Foto: Divulgação


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