Otimização em estruturas antigas: retrofits e a prática do processo

Para garantir a viabilidade técnica e econômica das obras, os FM's estão na linha de frente.

Foto: Canva.com/ AntoYdur


Apenas na cidade de São Paulo, quase metade dos prédios foram construídos antes de 1974, segundo dados do IPTU. Estas edificações, com quase meio século de vida, foram construídas, muitas vezes, com materiais que já não estão mais presentes no mercado e técnicas não praticadas atualmente. Diante deste cenário, que não é uma particularidade paulistana, quais devem ser os cuidados nas definições de projeto de reformas e de retrofits em estruturas antigas?

Segundo Denise Moraes, arquiteta, técnica em construção civil e diretora de criação na AKMX, edificações antigas podem estar em condições delicadas de estabilidade, que devem ser cuidadosamente averiguadas através de testes e de exames, a fim de determinar um diagnóstico seguro em laudo técnico e para garantir total segurança nas tomadas de decisões. "A não consideração dessas atividades prévias podem comprometer parcial ou totalmente o projeto. Temos hoje vários tipos de recursos para avaliação prévia, desde os mais invasivos (como a extração de corpos de prova) como as novas tecnologias de ultrassom, laser, raio x, entre outros", explica.

Neste sentido, durante o processo de planejamento, assim como no acompanhamento do processo de obras, os gestores de Facilities e o escritório de projetos são peças-chave. "Eles devem reunir um conjunto de informações técnicas altamente confiáveis, que garantam a evolução do projeto sem riscos de que se tornem inviáveis no decorrer do processo. Garantir que a viabilidade técnica e econômica esteja assegurada dentro das expectativas definidas pela organização é o mais importante no início desse processo. Após definida a viabilidade, é papel desses gestores acompanhar o desenvolvimento dos projetos técnicos e do planejamento das ações e atividades, para que o processo se mantenha dentro da curva programada", observa a arquiteta.

Denise Moraes, AKMX

Retrofit e eficiência energética

Devido a importância da economia verde, cada vez mais evidente na sociedade e na economia mundial, Moraes analisa o impulsionamento de energias renováveis e tecnologias limpas dentro das organizações "As empresas estão cada vez mais comprometidas em implementar estratégias sustentáveis em todo o processo de suas atividades e, neste contexto, as rotinas de manutenção, conservação, operação e implantação dos ambientes operacionais, comerciais ou administrativos também são sujeitos a essas demandas".

A eficiência energética, como enfatiza a arquiteta, além de contribuir na economia de energia e nos custos operacionais de um edifício, tem impacto na conservação do meio ambiente. Desta forma, Denise cita algumas implementações para a otimização de recursos: 

- Substituição de sistemas e equipamentos antigos por versões mais eficientes; 
- Uso de sistemas de iluminação e climatização mais sustentáveis;
- Instalação de sistemas de automação que racionalize os recursos - reuso de água (pluvial, residuais do sistema de climatização e de águas servidas).


Veja mais conteúdos

Conteúdos que gostaríamos de sugerir para a sua leitura.

Líderes de audiência

Operações

Como avaliar o desempenho de um contrato de limpeza?

Edgar Britto Dias, Helena Serafim e equipe analisaram os dados por trás da limpeza profissional e encontraram uma diferença decisiva entre dimensionar um contrato e fazê-lo entregar resultado

Operações

Da abertura de chamados ao AI Service Management: como agentes inteligentes podem transformar as cen...

O avanço dos agentes autônomos de IA em operações de atendimento amplia o debate sobre uma nova geração de Service Desk, capaz de interpretar ocorrências, executar fluxos completos e integrar plataformas de gestão predial

Workplace

Google transforma prédio dos anos 1940 em centro de IA

Instalação para até 400 profissionais mostra como localização, infraestrutura existente e capacidade de adaptação podem pesar mais que a idade do ativo

Workplace

Um escritório do tamanho de uma cidade: as lições do novo campus do BNP Paribas

A concentração de 5.300 pessoas em um complexo de 38 mil m², em Lisboa, mostra por que grandes sedes corporativas passam a exigir serviços, indicadores e rotinas diferentes em cada zona de uso

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea