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Qual o custo de uma devolução mal planejada da área corporativa?

Cenários foram criados pela consultoria Cushman & Wakefield. Custo de ocupação pode aumentar mais de 13% em até 5 anos

Muito tem se discutido sobre o futuro das ocupações nos escritórios. As locações continuarão a acontecer no mesmo ritmo pré-pandemia ou tendem a arrefecer, à medida que mais empresas passam a adotar o modelo de home office de forma definitiva? Por outro lado, o tamanho dos escritórios vai aumentar, tendo em vista que, embora o adensamento seja menor, o espaçamento entre os profissionais tende a ser maior? São perguntas que ainda geram dúvidas e dividem opiniões.

A despeito de toda essa discussão sobre o que será o futuro, a Cushman & Wakefield chama a atenção para um ponto importante do presente: o custo envolvido em uma devolução de área corporativa mal planejada. De acordo com o estudo de cenários, essa cifra pode chegar a R$ 9,5 milhões em até 5 anos!

Sobre o estudo

A consultoria realizou o estudo baseado em um cenário hipotético, no qual a empresa que devolveu a sua área sem fazer um planejamento adequado necessite alugar novamente a área devolvida. Além disso, este cenário foi baseado na medida em que o empregador não se adeque ao modelo de trabalho remoto, digitalização exacerbada de sua cultura ou passe por uma retomada no volume de negócios mais rápida do que o esperado.

Para realizar tal estudo, foi adotado um contrato com início em setembro de 2018, com duração de 5 anos e foram calculados três cenários, nos quais se levou em consideração volumes financeiros como: "CAPEX 1" (custo inicial de mudança e reforma), multa por quebra de contrato, aviso prévio, custo de desocupação (remoção de mobília e readequação da área para entrega) e "CAPEX 2" (novo custo de ocupação da área previamente devolvida).

Como medida de controle, foi adotado um cenário base, no qual o inquilino ocupa cerca de 5.000 m² na região da Avenida Paulista, cumpre com o contrato corretamente durante o período pré-estabelecido. E, partir deste cenário, foi calculado percentualmente os custos a mais envolvido nas diferentes situações.

Cenário B: o inquilino devolve 40% no 24º mês de vigência do contrato (setembro/2020) e, após 12 meses (setembro/2021), entende que necessita retomar a antiga área na mesma região.

Cenário C:  o inquilino devolve 40% no 36º mês de vigência do contrato (setembro/2021) e, após 12 meses (setembro/2022), entende que necessita retomar a antiga área na mesma região;

Nota: os cenários citados acima são meramente ilustrativos e não garante o uso de 100% das despesas incorridas durante uma negociação ou processo de devolução. Cada inquilino tem particularidades distintas em seu contrato de locação, além do padrão adotado no custo de obra/adaptação do espaço físico.

Após analisar os dois cenários (B e C) no horizonte de 5 anos, pode-se observar que uma devolução feita sem a ajuda de um consultor para planejar a demanda por espaços corporativos pode levar a empresa a ter custos de ocupação entre 13% (Cenário B) e 13,3% (Cenário C) maior do que o cenário base, chegando à cifra dos 9,5 milhões de reais.

De acordo com Jadson Andrade, Head de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield, o momento é de cautela e realização de estudos aprofundados para melhor entendimento dos possíveis cenários que a empresa enfrentará nos próximos anos.

"Por mais que a pandemia tenha afetado muito negócios, é importante observar que uma grande parte dos executivos (44%) espera que seus negócios voltem a crescer até o final de 2020, além de 32% que esperam esse retorno até o final de 2021. Levando em consideração que cerca desses 76% respondentes combinados esperam um aumento nos negócios no curto e médio prazos, o mais sensato é ter cautela e não tomar uma decisão precipitada visando uma economia de curto prazo em seu custo de ocupação. Isso porque de fato não há, quando dentro de 12 meses a mesma empresa retorna ao mercado buscando a área equivalente na mesma região de ocupação, sem contar com o risco de não conseguir mais área contígua no mesmo edifício de ocupação ou ser obrigado a ocupar edifícios distintos pelo baixo índice de vacância em algumas regiões prime. Em outras palavras, esse custo pode ser maior do que a economia do 1º ano que a empresa espera ter conseguido, sem contar nos desafios de mercado dos próximos anos", destaca.

Foto: Divulgação.


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