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Como Fracttal ajudou a UMOE Bioenergy a economizar R$ 600 mil em manutenção industrial

Uso de IoT e inteligência artificial reduziu 850 horas de paradas e mudou a cultura de manutenção, trazendo ganhos de eficiência, segurança e sustentabilidade para a operação

Foto: Divulgação


​A gestão de ativos entrou em uma nova era. O que antes era visto como custo inevitável agora é vetor de economia, produtividade e segurança. A experiência recente da UMOE Bioenergy, empresa do setor sucroenergético, ilustra essa transformação. Ao adotar soluções de IoT e inteligência artificial da Fracttal, a companhia alcançou uma economia de R$ 600 mil em manutenção industrial, além de ganhos expressivos em estabilidade operacional.

Localizada em Sandovalina (SP), a UMOE enfrentava um gargalo comum a muitas plantas fabris: equipamentos críticos como ventiladores, motores e redutores das torres de resfriamento eram inspecionados manualmente em ciclos semanais. O modelo trazia dois problemas: alto risco para equipes em áreas de difícil acesso e baixa capacidade de detecção antecipada de falhas.

Essa limitação não impactava apenas a confiabilidade técnica. Paradas inesperadas significavam perda de produção, necessidade de contratação emergencial de recursos externos e maior exposição operacional.

A virada tecnológica com IoT e inteligência aplicada

A parceria com a Fracttal começou em 2023 com a instalação de sensores Fracttal Sense, integrados via rede Modbus ao sistema de automação da planta. Esses dispositivos passaram a capturar em tempo real as condições dos ativos, enviando dados consolidados ao software Fracttal One, plataforma de manutenção baseada em IA.

Na prática, o que antes dependia de verificação humana periódica passou a ser monitorado de forma contínua e analítica. Em vez de reagir a falhas, a UMOE passou a antecipá-las, reprogramando intervenções e reduzindo a dependência de manutenções corretivas.

O impacto foi imediato. Nos ventiladores, paradas que antes somavam 480 horas foram reduzidas para apenas 32 horas. Em rolamentos, o tempo de inatividade caiu de 240 horas para 53. Nas estruturas das torres de resfriamento, as interrupções caíram 145 horas.

Somadas, as soluções digitais evitaram mais de 850 horas de paradas e reduziram em 85% o tempo de intervenção manual. Cada falha evitada representou economia média de R$ 200 mil, consolidando um ganho financeiro robusto e sustentável.

Mais do que economia: cultura e segurança

O impacto financeiro é expressivo, mas talvez o maior ganho seja cultural. A mudança para uma manutenção preditiva colocou a equipe técnica em um novo patamar de atuação. Em vez de apagar incêndios, passou a atuar estrategicamente, apoiada por dados confiáveis.

Essa evolução também reduziu riscos de exposição em áreas críticas, reforçando a segurança dos colaboradores, aspecto fundamental em qualquer operação industrial de grande porte.

A UMOE já sinaliza que a jornada não para na predição. O plano é expandir o monitoramento para outros ativos críticos e explorar funcionalidades avançadas de inteligência artificial capazes de recomendar automaticamente ações ideais. Trata-se de um movimento rumo à manutenção plenamente inteligente, em que a operação não apenas antecipa falhas, mas também otimiza decisões em tempo real.


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