As possibilidades infinitas do mercado de FM

Case de empresa exemplifica o potencial da área de Facilities Services.

Por Mateus Murozaki

As possibilidades infinitas do mercado de FM

Foto: Cabva.com/Natali_mis


Há 25 anos, quando a InfraFM foi fundada, Facilities Services era um termo praticamente desconhecido. Muitos profissionais da época que atuavam nessa área, hoje se encaixariam na descrição, mas eram rotulados com outras denominações similares, mas não exatas. 

A Sapore é uma empresa de 32 anos que começou focada em catering e foods. Porém, ao perceber um movimento no mercado de FM por volta de 2018, abriu, de maneira tímida, uma divisão de Facilities Services. No primeiro ano, após a aquisição de uma empresa de pequeno porte, o faturamento foi de R$ 10 milhões. Decente, mas nada muito expressivo para o tamanho da companhia. Em 2019, houve um salto instantâneo, com os números fechando em R$ 18 milhões. 

Elezir Jr., CEO da empresa, explica esses primeiros anos no mercado de serviços de Facilities: “Na época, a gente estava faturando R$ 1,8 bilhões, um pouco mais da metade do que é hoje. Uma empresa faturando R$ 1,8 bi e o outro segmento faturando 10, 18 milhões realmente acabava não recebendo atenção”. 

Quando passaram a dar essa atenção, porém, viram o potencial que havia escondido no setor. Em 2021, contrataram Sandra Passos como diretora de Foo e também de Facilities para começar uma reestruturação da área. No ano seguinte, começaram com a estratégia de vendas cruzadas, oferecendo os serviços de Facilities para clientes do segmento de foods. 

Com isso, hoje, a área de FM está prevista para fechar o ano com faturamento de R$ 200 milhões, tamanho o crescimento. “Nós desenhamos uma estratégia para onde queríamos ir, qual era a nossa ambição, nosso go-to market, e como a gente ia chegar lá. Quais os clientes-alvo, as cidades estratégicas, os subsegmentos que queríamos atuar, e de que forma?”, explica Passos. 

Elezir comenta que a área se estabeleceu de tal maneira que, em alguns casos, o caminho é inverso: eles entram em um cliente através dos serviços de Facilities e, em seguida, conseguem a venda de foods. 

O CEO também faz a previsão, baseada na média de crescimento dos últimos anos, de que o segmento vai bater o bilhão em dois anos. “O espaço de crescimento em Facilities é muito maior. Você pode pegar jardinagem, recepção, limpeza, manutenção. E dentro dos clientes, geram-se também muitas oportunidades de crescimento. Do jeito que a gente continua, pode bater na casa de R$ 415 milhões já no próximo ano. Imagina, mais do que dobrar o faturamento da divisão de negócios de FM”. 

O case da Sapore é emblemático por ser reflexo de uma faceta importantíssima de Facilities Management: é uma área próspera pois é essencial. Enquanto houverem clientes, haverá pessoas para cuidar, logo, haverá uma demanda por serviços.


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