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FAE acelera 2026 e reforça papel estratégico do Facilities na educação

Com metas claras, expansão da diretoria e agenda centrada em dados, bem-estar, tecnologia e profissionalização, o grupo Facilities em Ambientes Educacionais (FAE) busca ampliar alcance, aprofundar o debate técnico e consolidar seu papel na qualidade

Por Redação

FAE acelera 2026 e reforça papel estratégico do Facilities na educação

Com metas objetivas, expansão da diretoria e uma agenda centrada em dados, bem-estar, tecnologia e profissionalização, o grupo Facilities em Ambientes Educacionais (FAE) quer ampliar alcance, aprofundar o debate técnico e consolidar o setor como peça-chave para a qualidade da experiência educacional.

Em um momento em que as instituições de ensino são pressionadas a entregar eficiência operacional, ambientes mais acolhedores, responsabilidade socioambiental e melhor experiência para alunos, educadores e famílias, o Facilities Management ganha nova estatura. Longe de ser apenas uma estrutura de apoio, a área passa a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na sustentação da operação, na gestão de riscos, na otimização de recursos e na construção de ambientes compatíveis com as exigências do presente e do futuro. É nesse cenário que o FAE projeta 2026 como um ano de consolidação, expansão e amadurecimento institucional.

Com atuação focada no fortalecimento do ecossistema de facilities voltado à educação, o grupo definiu três frentes objetivas para o próximo ciclo: conteúdo e formação; relacionamento e comunidade; e desenvolvimento do mercado. A proposta não é apenas manter a relevância das discussões já em curso, mas ampliar alcance, diversificar a participação, aprofundar temas prioritários e consolidar o FAE como referência nacional em facilities aplicados aos ambientes educacionais.

Uma agenda que combina formação, conexão e protagonismo setorial
Na frente de conteúdo e formação, o grupo assume publicamente a meta de realizar pelo menos quatro encontros presenciais ao longo de 2026. A pauta prevista evidencia a maturidade da agenda que o FAE deseja colocar em circulação, incluindo gestão de riscos, indicadores de desempenho, ESG, saúde e bem-estar em ambientes educacionais, além da ampliação da produção de conteúdo técnico e educativo. O objetivo é elevar o nível do debate e, ao mesmo tempo, apoiar a formação de profissionais que precisam lidar com operações cada vez mais complexas, reguladas e orientadas por desempenho.

Já no eixo de relacionamento e comunidade, a intenção é fortalecer ainda mais a conexão entre os profissionais do setor, ampliando a participação nos encontros e estimulando um ambiente contínuo de troca, benchmarking e colaboração. O grupo também pretende expandir sua presença para além do eixo atual, por meio de eventos online que permitam atrair profissionais de outras regiões e iniciar movimentos mais amplos de alcance nacional. Na prática, trata-se de transformar o FAE em uma comunidade cada vez mais capilar, conectada e representativa das diferentes realidades do país.

Na frente de desenvolvimento do mercado, o plano é igualmente ambicioso. O grupo quer consolidar sua atuação como agente de evolução do facilities em ambientes educacionais, promovendo parcerias estratégicas com empresas, instituições de ensino e entidades do setor, além de incentivar boas práticas e a profissionalização da área. O FAE não pretende ser apenas um fórum de discussão, mas um articulador relevante para o avanço do mercado.

Nova fase, nova musculatura
O crescimento projetado para 2026 também se traduz em ampliação da própria estrutura de liderança. Até então composta por três diretores com trajetórias complementares e forte presença no mercado, a diretoria do FAE avança para um novo desenho organizacional com a chegada, a partir de abril, de Andreia Valentim, coordenadora de operações do Colégio Visconde de Porto Seguro, em Valinhos, e de Leandro Sandri, coordenador de compras e contratos do Colégio São Luís. A proposta é oxigenar o grupo com novas perspectivas, ampliar a geração de ideias e redistribuir responsabilidades, tornando a atuação mais sustentável e estratégica para cada líder.

Essa ampliação revela algo importante sobre o momento do grupo: o FAE compreende que, para crescer com consistência, não basta reunir bons profissionais. É preciso estruturar governança, fortalecer a capacidade de articulação e criar uma base mais sólida para sustentar o avanço técnico e institucional do projeto.

Da operação à estratégia
​As trajetórias de Emerson Visentainer, Fernando Pellario Nogueira e Rodrigo Ueda ajudam a traduzir o espírito dessa nova etapa. Em comum, os três carregam uma leitura muito clara sobre a transformação do facilities educacional: a área precisa deixar de ser percebida apenas como suporte operacional e assumir, de forma definitiva, sua vocação estratégica.

Emerson Visentainer atua como gerente de facilities, com responsabilidade sobre os prédios e os serviços de apoio em ambiente escolar, abrangendo manutenção, limpeza, compras, almoxarifado e segurança. Seu foco está em garantir o pleno funcionamento da estrutura física, associando eficiência operacional a controle rigoroso de custos e contratos. Ao olhar para os últimos 12 meses, identifica uma virada importante, ao deixar de atuar predominantemente no modo reativo, “apagando incêndios”, para assumir uma gestão mais orientada por números, indicadores e leitura de desempenho. Essa mudança lhe trouxe mais segurança para cortar custos sem comprometer a qualidade, ao mesmo tempo em que fortaleceu o posicionamento da área dentro da organização.

Fernando Pellario Nogueira, por sua vez, ocupa a posição de gerente de serviços e facilities, respondendo pela gestão estratégica da infraestrutura, dos serviços operacionais e da experiência dos usuários, entre eles funcionários, professores, alunos e pais. Seu escopo inclui planejamento orçamentário, implementação de tecnologias prediais, eficiência dos ativos e aderência às diretrizes de sustentabilidade e governança. Sua principal inflexão de carreira no último ano foi a transição para uma cadeira gerencial mais estratégica, com mudança de foco do operacional puro para uma visão de facilities como centro de valor. Mais do que uma ascensão de cargo, trata-se de uma mudança de lente, na qual a área passa a ser vista como elemento capaz de apoiar decisões mais amplas de negócio.

Rodrigo Ueda, gerente de facilities institucional no Colégio Visconde de Porto Seguro e fundador do FAE, conduz a gestão da infraestrutura e dos serviços essenciais que sustentam a operação educacional, como manutenção, obras e utilidades. Sua atuação está diretamente ligada à garantia de ambientes seguros, eficientes e aderentes ao processo pedagógico, sempre com atenção a planejamento, gestão de riscos, otimização de recursos e melhoria contínua da experiência da comunidade escolar. Em sua avaliação, a grande virada dos últimos meses foi assumir uma gerência institucional com atuação mais transversal e estratégica, apoiada por investimento em gestão, indicadores e posicionamento profissional, além do fortalecimento da sua inserção no ecossistema do FAE.

O inevitável de 2026 já começou
Quando projetam o que será incontornável no facilities educacional em 2026, os três diretores apontam caminhos diferentes, mas complementares. Emerson enxerga na Inteligência Artificial uma agenda inevitável e já trabalha no desenvolvimento de um projeto com sensores em salas de aula para controle automático da qualidade do ar, temperatura, umidade e monitoramento do consumo de água, energia e gás. A proposta reúne eficiência, prevenção de falhas e sustentabilidade, e sinaliza o quanto a tecnologia pode deixar de ser acessório para se tornar infraestrutura de decisão.

Fernando direciona seu olhar para a automação dos processos de manutenção e para o monitoramento em tempo real do consumo de utilidades, especialmente água e energia. Em sua leitura, a sustentabilidade precisa sair do campo retórico e se tornar indicador financeiro auditável, com impactos mensuráveis na gestão. Mais do que adotar novas ferramentas, o que está em jogo é uma mudança de patamar na forma de justificar, acompanhar e demonstrar valor dentro das instituições.

Rodrigo, por sua vez, destaca a integração entre facilities, bem-estar e experiência do usuário como pauta inevitável para os próximos anos. Em ambientes educacionais, esse olhar não se restringe aos estudantes, mas alcança também os profissionais que sustentam a operação diária. Ao relacionar esse movimento à atualização da NR-1, ele reforça a importância de ambientes mais seguros, acolhedores e atentos à saúde mental. Como decisão prática, aponta o fortalecimento de indicadores, a revisão de contratos e a adoção de uma abordagem mais humanizada de gestão, capaz de equilibrar eficiência operacional com qualidade de vida e segurança psicológica.

O que o mercado ainda precisa vencer
Apesar dos avanços, os próprios líderes do FAE reconhecem que o setor ainda convive com gargalos importantes de maturidade. Emerson identifica atraso relevante na integração entre tecnologia, dados e Inteligência Artificial, sobretudo em contextos ainda marcados por práticas analógicas. Fernando aponta a falta de integração tecnológica como grande lacuna e defende o FM preditivo como próximo degrau para 2026. Rodrigo, por sua vez, chama atenção para a persistência de uma visão limitada do facilities, ainda muitas vezes reduzida ao operacional, quando deveria estar posicionado como protagonista em gestão de riscos, experiência e eficiência.

Mais do que diagnosticar os problemas, os três assumem também um papel ativo na construção desse próximo estágio. Emerson quer transformar sua experiência em case compartilhável dentro do ecossistema FAE. Fernando aposta em modelos mais inteligentes e preditivos de operação. Rodrigo se vê como articulador de comunidade, formação e evolução setorial, atuando tanto na operação quanto na capacitação de profissionais. Em outras palavras, o salto de maturidade que o mercado precisa dar depende justamente da combinação entre prática, liderança e articulação coletiva.

Menos bastidor, mais protagonismo
O que emerge do plano 2026 do FAE e da visão de seus diretores é um retrato bastante claro do momento vivido pelo facilities em ambientes educacionais. A área passa a ser demandada não apenas por eficiência e controle, mas também por inteligência, sensibilidade, capacidade analítica e visão sistêmica. Em escolas e instituições de ensino, isso significa compreender que infraestrutura, serviços, bem-estar, sustentabilidade, tecnologia e experiência não são temas paralelos, mas dimensões interdependentes da mesma operação.

Ao reforçar metas mensuráveis, ampliar sua diretoria e defender publicamente um facilities mais técnico, humano e estratégico, o FAE envia uma mensagem importante ao mercado de que o futuro da educação também passa pela qualidade de seus ambientes, pela inteligência de sua operação e pela capacidade de seus líderes de transformar bastidor em valor.


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