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Viajantes corporativos gastam USD 500 por viagem fora do controle das empresas, aponta estudo global

Pesquisa com 3.500 profissionais em sete países revela camada significativa de gastos invisíveis nos programas de viagens corporativas

Viajantes corporativos gastam USD 500 por viagem fora do controle das empresas, aponta estudo global

Jordana Souza, CRO e cofundadora da VOLL – Foto de Henrique Coelho


Um estudo global conduzido pela Harris Poll para a Expedia Group, com 3.500 profissionais em sete países, revelou que viajantes corporativos gastam, em média, USD 500 em compras não diretamente relacionadas à viagem, a cada deslocamento. Nos Estados Unidos, esse valor chega a USD 660. Entre viajantes mais jovens, da geração Z, 75% reportaram ter feito ao menos uma compra desse tipo na última viagem.

Os gastos incluem roupas, eletrônicos, alimentação fora do hotel, produtos de cuidado pessoal, presentes e itens adquiridos antes, durante e depois da viagem. Na maioria das empresas, essas despesas não são captadas pelos sistemas de gestão de viagens, permanecendo dispersas em cartões pessoais, notas fiscais avulsas e processos de reembolso manual que chegam semanas após o deslocamento.

"O que esse levantamento da Expedia Group evidencia é algo que observamos diariamente na operação com mais de 850 mil viajantes que atendemos todos os meses: a maioria dos programas de viagens ainda gerencia apenas a ponta visível do iceberg", afirma Jordana Souza, cofundadora e Diretora de Novos Negócios da VOLL, agência de viagens corporativas digital referência na América Latina.

" A passagem aérea e o hotel representam o custo mais óbvio, mas a jornada completa do colaborador inclui mobilidade urbana, combustível, pedágio, estacionamento, alimentação e uma série de despesas adjacentes que, quando não capturadas em tempo real, comprometem a visibilidade do gestor e a capacidade da empresa de tomar decisões informadas sobre seus custos ", conclui a especialista do segmento que faturou US$ 30,4 bilhões no Brasil e US$ 1,31 trilhão nos 15 principais mercados globais em 2025, segundo o Global Business Travel Association (GBTA).

Dados operacionais da VOLL reforçam essa leitura. No primeiro trimestre de 2026, o ExpenseHelper, agente de inteligência artificial da empresa dedicado à governança de despesas corporativas, analisou mais de 12.282 comprovantes e identificou 4.511 anomalias, com taxa de interação com o colaborador de 78,9%. Os resultados indicam não apenas captura de inconsistências pontuais, mas indução de mudança comportamental estruturada, com aumento sustentado do nível de compliance ao longo do tempo.

O dado expõe uma fragilidade estrutural nos programas de viagens corporativas em todo o mundo: a gestão tradicionalmente se concentra em passagem aérea e hospedagem, deixando fora do radar uma parcela relevante dos gastos reais associados a cada viagem.

A ausência de controle sobre essas camadas de gasto não se limita ao impacto financeiro. Afeta diretamente a governança e o compliance dos programas de viagens. Sem visibilidade sobre o comportamento real de despesa dos colaboradores, empresas operam com políticas que cobrem parcialmente a jornada, deixando lacunas que dificultam auditoria, prestação de contas e identificação de anomalias.

No Brasil, 10º maior mercado de viagens corporativas do mundo, a fragmentação dos gastos de viagem é ainda mais acentuada. A diversidade de modais de transporte urbano, a variedade de fornecedores regionais e a cultura de reembolso manual amplificam a zona de invisibilidade orçamentária descrita pelo estudo.

"O desafio para o C-level não é apenas saber quanto a empresa gasta com viagens. É saber quanto ela gasta com tudo o que acontece ao redor da viagem", afirma Jordana. "Em um cenário de pressão sobre custos, onde a preocupação com o custo das viagens corporativas atinge 82% dos líderes globais segundo pesquisa recente da GBTA, a diferença entre empresas que controlam e empresas que estimam seus gastos de mobilidade é uma diferença de competitividade real. A gestão de ponta a ponta deixou de ser diferencial. É pré-requisito", conclui.

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