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Desemprego atinge mínima histórica: o que isso significa?

Com mercado de trabalho aquecido, ocupação e rendimentos em níveis recordes, empresas enfrentam nova corrida por profissionais qualificados e precisam rever estratégias para manter produtividade e competitividade

Por Redação

Desemprego atinge mínima histórica: o que isso significa?

Indicadores do IBGE mostram que a taxa de desocupação caiu para 5,8%, enquanto o número de ocupados e o rendimento médio atingiram recordes, mudando o cenário de contratação no país. Foto: Canva.com/FG Trade


A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, alcançando o menor índice desde o início da série histórica, em 2012.

A taxa composta de subutilização — que inclui desempregados, subocupados e desalentados — foi de 14,4%, a mais baixa desde 2012. Isso significa 16,5 milhões de pessoas nessa condição, uma queda de 2,2 milhões em relação ao ano passado.

Para gestores de Facilities, Property e Workplace Management, menos mão de obra disponível significa mais pressão para reter profissionais experientes e aumentar a atratividade das vagas.


Recordes na ocupação e impacto setorial

A população ocupada chegou a 102,3 milhões, com nível de ocupação de 58,8%, o maior já registrado. O avanço foi puxado por setores estratégicos, como:

  • Indústria Geral: +615 mil pessoas (+4,9% em um ano)
  • Comércio e reparação de veículos: +561 mil (+3,0%)
  • Transporte, armazenagem e correio: +331 mil (+5,9%)
  • Atividades financeiras, imobiliárias e administrativas: +483 mil (+3,8%)
  • Administração pública, educação e saúde: +680 mil (+3,7%)

Importante destacar que, em termos percentuais, o maior crescimento anual foi na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+7,0%), seguido pela construção (+5,8%). Já o setor de informação, comunicação e atividades financeiras e administrativas se destacou pelo valor absoluto do aumento no rendimento médio (+R$ 220), fator relevante para áreas corporativas.


Renda e custos operacionais em alta

O rendimento médio real de todos os trabalhos foi de R$ 3.477, recorde histórico, com crescimento de 3,3% em um ano. A massa de rendimentos chegou a R$ 351,2 bilhões, alta de 5,9% no mesmo período.

Os dados do IBGE mostram que o aumento de renda foi mais expressivo na agricultura (+R$ 144, +7,0%) e na construção (+R$ 148, +5,8%), mas o acréscimo no setor de informação e serviços administrativos (+R$ 220, +4,7%) merece atenção pelo peso que esses segmentos têm na gestão corporativa.


Informalidade e contratação

A taxa de informalidade caiu para 37,8% da população ocupada, o que corresponde a 38,7 milhões de pessoas. No mesmo trimestre de 2024, o índice era de 38,7%, com um contingente similar de trabalhadores informais. A redução, embora pequena, indica avanço na formalização.

Com o número de empregados com carteira assinada atingindo 39 milhões, o maior da série, e o setor público batendo recorde de 12,8 milhões de servidores, a competição por talentos formalizados tende a aumentar.


Estratégia para o novo cenário

Com menos profissionais disponíveis, salários mais altos e maior formalização, as empresas precisarão rever políticas de atração e retenção. Automação de processos, capacitação interna e melhoria das condições de trabalho se tornam medidas urgentes para evitar perda de produtividade e aumento excessivo de custos.

No cenário atual, reter talentos exige muito mais do que bons salários. É preciso criar um ambiente que inspire, engaje e faça as pessoas quererem ficar. Sua empresa já oferece isso?


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