eVTOLs chegarão em São Paulo a partir de 2027

Operação de aeronaves elétricas coloca gestores prediais em alerta para o futuro da mobilidade urbana

Por Léa Lobo

eVTOLs chegarão em São Paulo a partir de 2027

Foto: Divulgação


A mobilidade urbana está prestes a dar um salto – literalmente. A Revo, pioneira em mobilidade aérea de alto padrão, anunciou a aquisição de até 50 eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical) da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer. O contrato, avaliado em 250 milhões de dólares e assinado durante o Paris Air Show 2025, é o primeiro do gênero firmado com a Eve no mundo. A operação dos eVTOLs está prevista para começar em São Paulo a partir de 2027.

O anúncio consolida um novo marco para a cidade com a maior frota de helicópteros do planeta. São mais de 2.200 pousos e decolagens diários em 260 helipontos — um ecossistema que agora se prepara para a chegada dos veículos elétricos, silenciosos e sustentáveis. A Revo, braço do grupo português Omni Helicopters International (OHI), será a responsável por introduzir essa nova era na metrópole, conectando pontos estratégicos como a Avenida Faria Lima e o Aeroporto de Guarulhos em apenas 10 minutos de voo.

O que isso tem a ver com Facility Management?

Tudo. A operação dos eVTOLs não diz respeito apenas a transporte: envolve adaptação de helipontos, integração com sistemas inteligentes de mobilidade, energia elétrica limpa e confiável para recarga, soluções de segurança, controle de acesso e conectividade de alto nível. Edifícios comerciais, shopping centers, hotéis e até hospitais que desejam se posicionar como hubs urbanos de mobilidade precisarão se adequar a essa nova realidade.

Além disso, o modelo de operação da Revo inclui integração com transporte terrestre executivo, bagagens, reservas via inteligência artificial e atendimento premium, o que exige dos Facility e Building Managers uma visão ainda mais abrangente sobre a jornada do usuário e os pontos de conexão entre ar, solo e edifício.

Um ecossistema em construção

Segundo a própria Revo, a operação com eVTOLs é resultado de quase dois anos de desenvolvimento do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) na capital paulista, com testes bem-sucedidos de gerenciamento de tráfego aéreo por meio do software Vector, da Eve. O contrato ainda inclui acesso ao Eve TechCare, um pacote completo de suporte operacional.

João Welsh, CEO da Revo, destaca: “Estamos iniciando um novo capítulo. Cidades como São Paulo precisam desesperadamente de soluções de mobilidade inteligente, e os eVTOLs oferecem exatamente isso”. Para o CEO da OHI, Jeremy Akel, a parceria reforça a missão do grupo de redefinir a experiência de voar com segurança, sofisticação e sustentabilidade.

A entrega da primeira aeronave está prevista para o fim de 2027, e a infraestrutura já começa a ser desenhada. A pergunta que fica é: seu prédio está preparado?

Na visão da InfraFM esse anúncio é um divisor de águas para o setor de Facility Management. O que até ontem parecia ficção científica agora exige atenção estratégica dos gestores prediais. Não estamos falando apenas de mais um modal: os eVTOLs podem redefinir o conceito de acessibilidade urbana, deslocamento executivo e, principalmente, valor imobiliário. Imagine o impacto de ter um ponto de embarque para eVTOL integrado ao seu empreendimento? É hora de antecipar esse movimento, repensar helipontos, energia e infraestrutura, e buscar parcerias com as empresas que já estão construindo esse futuro.

Por fim, o eVTOL não pousará no seu prédio amanhã. Mas quando ele chegar, e vai chegar, só estarão prontos os que planejaram hoje.


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