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Inteligência Artificial e a revolução da experiência no Facility Management

Alexandre Silva mostrou no RL Conecta 2025 como dados, automação e IA estão redefinindo o papel do Facility Management na jornada do cliente

Por Léa Lobo

Inteligência Artificial e a revolução da experiência no Facility Management

Foto: InfraFM


No coração da transformação digital que sacode o Facility Management, uma verdade é incontestável: quem não colocar o cliente no centro da estratégia, ficará para trás. Foi com esse chamado que o Facility Manager Alexandre Silva, Coordenador de Soft Services na XP, deu início à sua palestra no RL Conecta 2025. Em um tom direto, provocador e extremamente atual, o especialista defendeu: “A razão de existir do FM é proporcionar experiências memoráveis. A tecnologia é meio, o cliente é o fim.”

Com um panorama histórico rico, Alexandre apresentou a evolução da área de Facilities — desde os palácios da Antiguidade até os edifícios inteligentes da era digital. Mostrou que o FM deixou de ser suporte e se tornou estratégia de negócios, especialmente após a profissionalização e expansão da área nas décadas de 70 e 80, e a consolidação de práticas sustentáveis e integradas a partir dos anos 2000.

Mas a virada decisiva veio agora: entramos na era da Inteligência Artificial, onde dados não são apenas números — são ferramentas de encantamento, personalização e eficiência.

Alexandre detalhou como tecnologias como Internet das Coisas, BIM, plataformas IWMS/CAFM, realidade aumentada, mobile, automação e robótica já estão revolucionando o FM. Com um exemplo concreto — o case do fictício Altitude Offices, inspirado em um prédio real na Faria Lima — ele mostrou como a IA está moldando a nova experiência dos usuários:

- Reconhecimento facial e segurança inteligente
- Sensores que ajustam luz e temperatura automaticamente
- Plataformas integradas com apps personalizados por ocupante
- Gestão preditiva de manutenção e otimização de layout
- Dashboards inteligentes para análise em tempo real

O resultado? Redução de custos, aumento da produtividade, satisfação do cliente e uma operação mais sustentável e responsiva.

Alexandre foi enfático ao apontar que a inteligência artificial não faz milagres sozinha. Ela depende de dados de qualidade, integração de sistemas, infraestrutura robusta e, principalmente, de gestores dispostos a se reinventar.

“Quem não gosta de tecnologia vai ter que aprender. E quem já domina precisa saber colaborar com especialistas em IA para cocriar soluções. O futuro da nossa área depende disso”, afirmou. Ao defender o conceito de “cultura da experiência”, Alexandre lembrou que FM não é sobre consertar o que quebrou — é sobre prever o que pode impactar negativamente e resolver antes que o cliente perceba.

“Personalização será regra. O gestor de FM precisa conhecer o João e a Maria como indivíduos, com necessidades únicas. E entregar soluções sob medida, com agilidade e sensibilidade.”

Para encerrar, Alexandre reforçou: “A IA não substitui pessoas. Ela potencializa o que temos de melhor: nossa capacidade de criar, cuidar, adaptar e surpreender. O diferencial competitivo do futuro? Ainda são as pessoas — as que servem e as que são servidas.”


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