Cultura organizacional é identificada como barreira por gestores, aponta KPMG

Estudo mapeou principais desafios na gestão de ativos em organizações latino-americanos

Por Redação

Cultura organizacional é identificada como barreira por gestores, aponta KPMG

Foto: Canva.com/ kate_sept2004


A gestão de ativos físicos está ganhando relevância como ferramenta estratégica nas organizações latino-americanas. Estudo conduzido pela KPMG aponta que mais da metade dos líderes da região, incluindo brasileiros, considera que práticas eficientes na área contribuem para redução de custos operacionais e oferecem bases sólidas para o planejamento de longo prazo. O levantamento também destaca desafios culturais e a retenção de talentos como entraves para a adoção plena dessas estratégias.

O estudo “Latam Asset Management”, conduzido pela KPMG, teve como objetivo mapear práticas de gestão de ativos físicos, identificar os principais desafios e apontar oportunidades de melhoria em organizações latino-americanas. Neste sentido, 51% dos líderes entrevistados identificam a gestão de ativos físicos como chave para a redução de custos operacionais. Além disso, 46% dos participantes adotam ou planejam estratégias de longo prazo nesse âmbito, enquanto 41% reconhecem a transformação digital como aspecto relevante para otimizar o gerenciamento de bens.

“A gestão de ativos físicos mudou de perfil e se tornou mais estratégica e decisiva para o sucesso organizacional. O gerenciamento de custos, aliado a uma abordagem integrada que inclua processos e pessoas, é uma ferramenta crítica para gerar resultados. A liderança precisa compreender que as ações relacionadas a esse tema não podem ser tomadas isoladamente”, afirma Cláudio Graeff, sócio-líder de entrega e gestão de ativos de infraestrutura da KPMG para a América Latina.

No entanto, dificuldades persistem na criação de estratégias eficazes. Para 35% dos entrevistados, desenvolver um propósito claro para os dados utilizados nos sistemas de gestão é um dos principais desafios.

O levantamento também apontou desafios relacionados à cultura organizacional, especialmente no esforço de maximizar o valor dos ativos. Entre os problemas citados estão a centralização de decisões e a falta de delegação de responsabilidades. Quase metade dos líderes entrevistados (46%) identificou a cultura interna como principal barreira para mudanças necessárias na gestão.

A retenção de talentos foi outra preocupação mencionada. Cerca de 43% dos participantes afirmaram enfrentar dificuldades em atrair e manter profissionais qualificados para posições estratégicas, especialmente em meio à transição geracional nos cargos de liderança.

“A adoção bem-sucedida da gestão de ativos exige uma transformação cultural que alinhe padrões e objetivos entre as áreas. Isso promove uma liderança mais eficaz e contribui para compromissos mais claros e multidisciplinares, reduzindo mal-entendidos e aumentando a transparência”, ressalta Graeff.


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