A transformação digital para o mercado AEC

Tecnologia na Construção: Desafios na adoção de tecnologia na construção civil

O ecossistema do mercado da  arquitetura, engenharia e construção civil (AEC)  é composto por um amplo leque de empresas, que atuam nos segmentos de edificações, plantas industriais e infraestrutura. No atual contexto, as companhias brasileiras vêm investindo na ampliação de seus negócios, mas ainda esbarram em alguns gargalos quando o assunto é adoção de tecnologia na construção.

Entre eles estão a barreira financeira para a implementação de hardwares e softwares, desenvolvimento de treinamentos, além da falta de estrutura e de profissionais qualificados para manutenção desses recursos.

Contudo, a metodologia BIM (Building Information Modeling), que já é uma realidade nos mercados norte-americano e europeu, vem avançando no Brasil com maior celeridade. O BIM é capaz de mensurar o valor do investimento em projetos, fazer a gestão das informações e aprimorar a colaboração e a transparência. A metodologia não só foca no desenvolvimento de projetos, mas acompanha desde o estudo de viabilidade até a manutenção do projeto e experiência do cliente.

Os resultados do BIM impressionam. A metodologia é capaz de reduzir custos de 10 a 20%; garantir a precisão no orçamento em até 27%; diminuir o tempo de execução de projeto de 10 a 40%; e reduzir os erros no projeto em até 80%.

Graças a essas diversas vantagens, a tendência é de crescimento cada vez mais acelerado da metodologia apoiada por diversas soluções que vem justamente com o objetivo de suprir os principais desafios do setor.

Principais desafios para a implementação de tecnologia na construção

Para que possa se manter competitivo diante da rápida transformação digital que vivemos, o mercado de AEC tem enfrentado novos desafios como dados analógicos desconectados, que geram falta de visão para tomada de decisão; fluxo de trabalho fragmentado, no qual tem-se perda de informações que geram omissões, retrabalho e, consequentemente, aumento de custos; falta de padrões, que ocasionam mais tempo de projeto e mais custos operacionais; e equipes distribuídas e isoladas, o que gera falta de transparência e alinhamento entre as partes.

Além disso, o setor também enfrenta outros grandes desafios como a necessidade de aperfeiçoar o controle de ativos, aprimorar a experiência do cliente e a rastreabilidade, bem como reduzir o impacto ambiental.

Quando se trata de sustentabilidade, uma das demandas do mercado é a redução de papel nas obras a fim de acompanhar as práticas ESG (Environmental, Social and Governance), que hoje são uma tendência. Com a metodologia BIM alinhada a tecnologia é possível reduzir em até 97% esse problema, tendo mínimo impacto social e ambiental.

A evolução tecnológica vem atuando diretamente nesses desafios para apoiar toda cadeia de processos do setor de AEC, e atualmente dispõe de soluções que realizam a gestão de projetos, o controle das informações e da comunicação, e a análise de custos.

Ao colocar todas as partes envolvidas em um projeto trabalhando no mesmo modelo, diminui-se consideravelmente os erros em seu desenvolvimento, o que pode impactar em milhões de custos reduzidos com retrabalho.

As soluções também ajudam a mitigar riscos graças ao acompanhamento em tempo real, melhorando a qualidade, a segurança e a produtividade dos projetos de engenharia e construção.

Desta forma, fica clara a necessidade de pensarmos constantemente na transformação digital no setor para que os negócios não sofram por falta de adaptação a um novo mundo tecnológico.

* Amanda Thomaz é Head de AEC da Pars, distribuidora de softwares referência em soluções para o mercado de AEC.

Fotos: Divulgação



Veja mais conteúdos

Conteúdos que gostaríamos de sugerir para a sua leitura.
O prédio que virou  cartão-postal

[Real Estate] Edifício B32 na Avenida Faria Lima, feito por um dos nomes históricos da construção, manda zero lixo para aterro, compra apenas 10% da água consumida e economiza 25% de energia

O FM frente a gestão de estádios

Semana de futebol em estádios diferenciados. Que tal fazer um exercício de como você administraria FM num equipamento esportivo!?

O FM frente a gestão de estádios

Semana de futebol em estádios diferenciados. Que tal fazer um exercício de como você administraria FM num equipamento esportivo!?

Líderes de audiência

Operações

Como avaliar o desempenho de um contrato de limpeza?

Edgar Britto Dias, Helena Serafim e equipe analisaram os dados por trás da limpeza profissional e encontraram uma diferença decisiva entre dimensionar um contrato e fazê-lo entregar resultado

Operações

Da abertura de chamados ao AI Service Management: como agentes inteligentes podem transformar as cen...

O avanço dos agentes autônomos de IA em operações de atendimento amplia o debate sobre uma nova geração de Service Desk, capaz de interpretar ocorrências, executar fluxos completos e integrar plataformas de gestão predial

Workplace

Google transforma prédio dos anos 1940 em centro de IA

Instalação para até 400 profissionais mostra como localização, infraestrutura existente e capacidade de adaptação podem pesar mais que a idade do ativo

Workplace

Um escritório do tamanho de uma cidade: as lições do novo campus do BNP Paribas

A concentração de 5.300 pessoas em um complexo de 38 mil m², em Lisboa, mostra por que grandes sedes corporativas passam a exigir serviços, indicadores e rotinas diferentes em cada zona de uso

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea