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Boas práticas em instalações elétricas para economizar energia e evitar multas pesadas

Foi tema de workshop gratuito realizado pela Reymaster Materiais Elétricos

No Brasil, a indústria é uma das maiores consumidoras de energia elétrica, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que diz que esse mercado consome 36% da energia disponível para todos os setores do país. Somente em um mês, o consumo de energia cresceu 1,2% (em maio na comparação ao mesmo mês do ano passado), de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Isso significa que, com o consumo em alta, bem como a temperatura do planeta aumentando e as ondas de calor cada vez mais frequentes, além das rotineiras crises hídricas, a eficiência energética se torna um tema de fundamental importância. Quem explica é o engenheiro de desenvolvimento de negócios da Reymaster Materiais Elétricos, Lucas Gimenes Teixeira, que chama atenção para o "fator de potência", o qual trabalha a relação entre energia ativa (a que gera trabalho útil) e energia reativa (utilizada para os efeitos eletromagnéticos dos equipamentos elétricos) de uma unidade consumidora. "Em resumo, pode-se dizer que o fator de potência é a quantidade de energia elétrica consumida que está sendo transformada em trabalho proveitoso".

Vez que a eficiência e o bom funcionamento dos equipamentos influencia o consumo de energia, o fator de potência intervém no tipo de energia a ser consumida. No Brasil, a Resolução Normativa nº 414/2010, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), prevê que consumidores do grupo A (industriais e comerciais) sejam taxados caso apresentem um fator de potência inferior a 0,92. Abaixo desse valor, todas as concessionárias estão autorizadas a cobrar uma multa na fatura de energia sobre o consumo de potência reativa excedente, a qual pode representar até 30% do valor da conta de energia elétrica.

"E o que tem de consumidor levando multa... E o pior de tudo é que a maioria nem imagina que está consumindo elevadas quantidades de energia reativa. As indústrias, por trabalharem com uma grande quantidade de motores, por exemplo, costumam desperdiçar muita energia. Por isso, elas são as maiores usuárias. Para piorar, toda essa energia improdutiva, infelizmente, ocasiona uma dupla perda: para o bolso do empresário e para o meio ambiente", explica Lucas.

Então, a "luz no fim do túnel", no parecer de Lucas, está nos projetos de eficiência energética, entre eles os que envolvem o fator de potência, visto que a própria EPE já confirmou que se houver investimento nesse tipo de ação, até 2030, os ganhos de eficiência energética reduzirão aproximadamente 6% do consumo de eletricidade no setor industrial.

Levando em conta essa projeção e a importância de se investir cada vez mais em qualidade de energia e eficiência energética, a empresa em parceria com a Siemens, realizou um workshop gratuito com o tema "Fator de potência: como transformar problemas em ganhos", no qual o especialista Lucas Gimenes Teixeira mostrou, na teoria e na prática, como a relação de energia ativa versus energia reativa pode acompanhar a saúde operacional de todos os componentes de uma instalação, evitando falhas inesperadas e inatividades de equipamentos, contribuindo para a economia em todos os sentidos.

Foto: Divulgação.


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