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Porto de Suape adere à energia renovável

Ação reafirma o compromisso da empresa com a sustentabilidade

A empresa Suape aderiu à compra de energia limpa para o funcionamento do prédio administrativo e de mais quatro áreas do Porto Organizado da autarquia pernambucana, com a energia proveniente do Parque Fotovoltaico localizado no município de Tacaratu, no Sertão de Pernambuco.

A iniciativa é fruto do programa PE Sustentável, criado pelo Governo do Estado e gerenciado pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), que viabiliza a comercialização de energia solar no Mercado Livre de Energia adquirida pelo leilão promovido pela gestão estadual em 2013. A energia é proveniente do Parque Fotovoltaico de Tacaratu, município localizado a cerca de 450 quilômetros do Recife, e distribuída pela rede elétrica.

O uso dessa matriz energética por Suape é a primeira medida anunciada após o ingresso da empresa no Iclei (Governos Locais pela Sustentabilidade), organização global que conta com 2.500 gestões públicas locais e regionais comprometidas com o desenvolvimento urbano sustentável do planeta. A iniciativa também contribuirá para elevar o Índice de Desempenho Ambiental (IDA), um indicador criado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para acompanhar as atividades dos portos públicos. Suape ocupa atualmente a 8° posição na lista de 31 atracadouros monitorados. 

A mudança foi viabilizada após a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concederem autorização para a AD Diper atuar como agente de comercialização e no setor de Ambiente de Contratação Livre (ACL). Além de energia limpa , a finalidade do programa é incentivar o crescimento desse mercado em Pernambuco, que está em franca expansão. As áreas do porto abastecidas por energia limpa são os cais públicos (IV e V) e o pátio público de veículos (PPV1).

"O uso de energia limpa é o futuro do planeta, o futuro da economia global. O edifício sede de Suape já é um exemplo disso, pois foi construído com padrões internacionais de sustentabilidade, sendo o primeiro do Norte e Nordeste brasileiro a receber a qualificação LEED Gold. E agora, com outras quatro áreas do Porto Organizado, funciona com energia limpa. Suape se destacando mais uma vez como um porto do futuro", destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio.

O diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão, celebra o grande passo dado pela estatal portuária e reforça os compromissos sociais e ambientais seguidos pelo Complexo Industrial Portuário e alinhados com a Agenda ESG (dados ambientais, sociais e de governança corporativa, na tradução livre da sigla em inglês). "O mercado de energia limpa está em ascensão no mundo. A tendência é adotar medidas que não poluam o meio ambiente e que fomentem, cada vez mais, negócios que promovam a sustentabilidade no mundo. Suape quer ser um porto ainda mais competitivo e com alta atratividade para os investidores nacionais e estrangeiros", pontua.

ECONOMIA

O diretor de Administração e Finanças da estatal, Jorge Vieira, informa que Suape se integra ao grupo dos primeiros portos públicos do Brasil a ter parte do funcionamento por meio de energia renovável, obtendo redução de 15% no custo financeiro mensal com a rede de alta tensão. "É uma economia significativa e não poluente, em consonância com as plataformas de sustentabilidade que a empresa integra no Brasil e no mundo", reforça.       

"O consumo médio dessas cinco unidades de Suape equivale a 1.418,0 MWh/ano e sendo atendido em 100% por meio de fonte solar evita-se a emissão de 108 toneladas de dióxido de carbono (CO2), o correspondente ao plantio de 770 árvores. É conservar o nosso patrimônio verde, incentivando a cadeia industrial desse tipo de negócio, num pensamento alinhado com nossas ações e projetos voltados para a sustentabilidade do território", completa o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos André Cavalcanti. 

O uso de energia solar tornou-se realidade em Suape há dois meses, quando o Viveiro Florestal da empresa, que se localiza no Engenho Algodoais, no Cabo de Santo Agostinho, passou a ser alimentado por um conjunto de 22 placas fotovoltaicas instaladas no telhado do prédio destinado às aulas do projeto Pedagogia Ambiental, que atende estudantes e moradores das comunidades da região. Os equipamentos são responsáveis pela captação e conversão da irradiação solar em energia elétrica. 

Foto: Divulgação.


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