Confiabilidade e desempenho no resfriamento dos equipamentos são decisivos para operações em data centers

Soluções mais inteligentes de resfriamento ganham espaço com o avanço da IA e o crescimento da economia digital
Confiabilidade e desempenho no resfriamento dos equipamentos são decisivos para operações em data centers
Manuel Salazar, gerente geral de Data Centers e Alta Tecnologia da Trane
O crescimento acelerado da economia digital, impulsionado pela inteligência artificial, cloud e big data, está transformando a forma como os data centers são projetados, operados e mantidos. Nesse cenário, o controle de temperatura deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a ocupar posição estratégica para garantir estabilidade, continuidade operacional, eficiência energética e segurança dos equipamentos.Com o avanço da inteligência artificial, a demanda por processamento cresce em ritmo acelerado. Como consequência, os equipamentos concentram mais atividade em menos espaço, gerando calor de forma contínua e exigindo sistemas de resfriamento cada vez mais precisos, estáveis e capazes de responder rapidamente às variações de carga.Para Manuel Salazar, gerente geral de Data Centers e Alta Tecnologia da Trane para a América Latina, o desafio atual vai além da climatização convencional. “Hoje, não se trata apenas de resfriar equipamentos, mas de sustentar toda uma nova geração de infraestrutura digital. Com o avanço da inteligência artificial, a demanda por processamento cresce e, com ela, o calor gerado. Isso exige soluções de resfriamento cada vez mais precisas e estáveis”, afirma.Segundo a Trane, marca da Trane Technologies, sistemas que operam bem em diferentes níveis de uso são fundamentais para a eficiência das operações críticas. Isso porque os data centers raramente funcionam em sua capacidade máxima durante todo o tempo. A capacidade de ajustar o desempenho conforme a demanda contribui para reduzir o consumo de energia, diminuir o desgaste dos equipamentos e mitigar riscos de falhas.Mais processamento, mais calorO aumento da densidade computacional pressiona os sistemas tradicionais de climatização. Em ambientes críticos, pontos de superaquecimento podem comprometer o desempenho dos equipamentos, gerar instabilidades e, em casos mais graves, provocar interrupções operacionais.Por isso, cresce a importância de soluções capazes de manter o controle térmico com precisão, mesmo diante de oscilações de carga e da expansão contínua da infraestrutura digital. Para gestores de data centers, equipes de engenharia, manutenção e Facility Management, o resfriamento passa a ser um dos pilares da confiabilidade operacional.A força das soluções híbridasDiante desse novo cenário, ganham espaço os modelos híbridos, que combinam diferentes formas de resfriamento. A integração entre sistemas baseados em ar e soluções de resfriamento líquido permite utilizar cada tecnologia de forma estratégica, ampliando a eficiência sem comprometer a flexibilidade operacional. “O resfriamento líquido não vem para substituir o ar, mas para complementar. Essa combinação permite lidar melhor com o calor, reduzir falhas e acompanhar o crescimento dos data centers com mais segurança”, reforça Manuel Salazar.No Brasil, o mercado de data centers segue em expansão, impulsionado pela demanda por serviços digitais e pela presença crescente de grandes empresas de tecnologia. Esse avanço aumenta a necessidade de soluções mais eficientes, sustentáveis e confiáveis, capazes de acompanhar a transformação digital sem colocar em risco a continuidade das operações.Para o setor de infraestrutura e Facility Management, o tema reforça a importância de uma gestão técnica cada vez mais integrada, na qual climatização, energia, manutenção, automação, monitoramento e eficiência operacional caminham juntos para sustentar ambientes críticos de alta performance.

Veja mais conteúdos

Conteúdos que gostaríamos de sugerir para a sua leitura.

Líderes de audiência

Operações

Empresa revoluciona limpeza de fachada com drones em galpão logístico

Inovação e segurança para o setor de Facilities Services

Outside Work

Horário de consumo do café: resposta pode fazer diferença para a sua saúde

Estudo publicado no European Heart Journal analisou o padrão de consumo de café em mais de 40 mil adultos e sugere que o horário da bebida pode influenciar seus efeitos no organismo

Workplace

Retorno ao escritório: produtividade acompanha a presença?

Levantamento da EDC revela alta adesão às políticas presenciais, mas percepção limitada de desempenho no escritório

Operações

A versão revisada da NR-1 já está plenamente vigente, com aplicação de multas a partir de maio ...

A norma obriga organizações de todos os portes a avaliar estresse, assédio, sobrecarga e clima organizacional como parte do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea