Oldemar Bandeira é o primeiro diretor de Real Estate e Facilities na TechnipFMC

Com quase 30 anos no mercado, executivo destaca a importância da habilidade de negociação em FM.

Oldemar Bandeira é o primeiro diretor de Real Estate e Facilities na TechnipFMC

Com ampla experiência em gestão de Facilities e Workplace Services, gerenciamento de projetos e gestão administrativa, Oldemar Banderia é o novo diretor de Real Estate e Facilities da TechnipFMC, sendo responsável por Brasil e Argentina. "Estávamos negociando já há algum tempo e para mim foi muito bom, porque na nossa indústria, não é só na minha empresa, não, não temos a característica dessa função. É um paradigma que a gente está quebrando", comenta Bandeira.

Oldemar está na empresa desde 2015, antes da fusão entre a FMC Technologies e Technip em 2017. Ainda como Facilities & Corporate Security Manager, ele destaca a atuação na integração das empresas e na reestruturação de sites, processo que centralizou todos os serviços em duas fábricas, uma base de apoio operacional e um centro tecnológico.

Para o executivo, uma das tarefas mais desafiadoras da função é lidar com pessoas, com os questionamentos e os mal-entendidos na realização de mudanças. Desta forma, uma das principais habilidades para se destacar na área de Facility, Workplace e Property Management, segundo ele, é a facilidade em negociação.

"Pra mim negociar foi natural, até porque fui professor universitário. Então, está no meu perfil, né? Tanto escutar como dividir o conhecimento ou negociar situações, que são mais ou menos complexas para outras pessoas. Pra mim é mais fácil, acho, por essa característica", compartilha. Como professor, Oldemar ministrou a disciplina de Building Maintenance na Universidade Candido Mendes no primeiro curso de Facilities Management no Rio de Janeiro.

Neste sentido, Bandeira entende o networking como uma oportunidade de aprendizado única. "Eu acredito muito no compartilhamento de informações.  Então, por isso sempre reforço, bato na mesma tecla. Os eventos que temos dentro e fora do Brasil, são oportunidades para trocas com colegas antigos do mercado, de dividir aquilo que estamos fazendo", diz.

Antes de manutenção ser compreendida como parte das funções de Facility Management, que na época sequer era reconhecida como uma área, o executivo era responsável pela administração do Centro Empresarial do Itaú Conceição (CEIC), complexo com 240 mil m² de área construída. No banco, ele começou na área de sistemas em 1981.

"O maior desafio da minha carreira foi pedir demissão do Banco Itaú. Eu tinha 23 anos de empresa e fui trabalhar numa empresa de prestação de serviços, que foi a Cushman&Wakefield. Foi o momento mais difícil da minha carreira, porque dei um passo para atrás para poder dar dez na frente. Na Cushman&Wakefield, tive uma visibilidade global. Eu sempre viajei muito, liderei projetos em outros países. Então, assim, isso foi uma estratégia para conseguir avançar depois", lembra.


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