Redefinindo a gestão de espaços de trabalho: perspectivas disruptivas

Como alinhar os designs dos escritórios às necessidades da empresa e dos empregados?

Redefinindo a gestão de espaços de trabalho: perspectivas disruptivas

Foto: Canva.com/ pixelshot


No cenário atual, os gestores de instalações e locais de trabalho enfrentam o desafio de alinhar genuinamente os designs dos escritórios às necessidades da empresa e dos empregados, mantendo-se flexíveis em um ambiente em constante evolução.

Nesse contexto, a Neowrk promoveu um diálogo com arquitetos e especialistas para apresentar uma visão inovadora sobre a gestão dos ambientes corporativos. Nota-se uma subutilização de determinados espaços nos escritórios. Mas, por meio de tecnologias avançadas e de baixo custo que incorporam IoT e IA, é possível captar e analisar dados - como o uso efetivo de espaços, quantidade de pessoas, qualidade do ar, níveis de ruído, luminosidade e temperatura - para entender essa dinâmica.

Redefinindo a gestão de espaços de trabalho: perspectivas disruptivas

Foto: Divulgação


Flávio Pimentel, CEO da Neowrk, ressalta que muitas empresas carecem de compreensão sobre suas reais necessidades. Soluções rápidas e superficiais podem acarretar problemas futuros. As decisões precisam ser colaborativas e considerar tanto a visão executiva quanto a perspectiva de quem efetivamente ocupa os espaços.

Amanda Siqueira, líder em Arquitetura na MGE Engenharia e Com.Tato Arquitetura, lembra que a configuração antiga dos escritórios era mais rígida, e agora há um clamor por flexibilidade e eficiência. Há uma grande procura por dados que revelam como os espaços são realmente utilizados. Mas é vital que essa informação não se limite apenas a números, mas que ofereça uma compreensão profunda do uso.

Um estudo de caso apresentado por Pimentel mostrou como a análise de dados pode revelar tendências de uso dos espaços e auxiliar na tomada de decisões. Evitar grandes reformas e priorizar ajustes pontuais pode resultar em economia significativa. Amanda também enfatizou a relevância da flexibilidade no design de escritórios modernos e a centralidade dos dados nesse processo.

O estudo também evidenciou algumas inadequações no design de espaços. Por exemplo, certas salas de reuniões com layout aberto eram pouco utilizadas, enquanto outras perto da copa eram altamente valorizadas. Espaços destinados a propósitos específicos, como salas-foco, eram erroneamente usadas para reuniões. 

Em conclusão, a gestão eficaz dos espaços de trabalho requer uma abordagem contínua e colaborativa, fundamentada em dados e adaptada às necessidades reais da empresa e de seus funcionários.


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