Workshop debate novos riscos tecnológicos e reforça prevenção nas operações

Evento discutiu inteligência artificial, infraestrutura crítica, segurança contra incêndios e resiliência operacional, com demonstrações práticas envolvendo subestação elétrica e veículo com bateria de íons de lítio

Por Léa Lobo

Workshop debate novos riscos tecnológicos e reforça prevenção nas operações

Foto: Divulgação Sompo


A Sompo, em parceria com a Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR), realizou o Workshop de Gerenciamento de Riscos 2026. O encontro reuniu especialistas, representantes de empresas, entidades setoriais e profissionais do mercado segurador para discutir tendências, tecnologias e estratégias voltadas à prevenção de perdas e à continuidade dos negócios.

Com o tema “Conexões que Protegem. Soluções que Transformam”, a programação abordou o uso da inteligência artificial e de agentes inteligentes na identificação e no monitoramento de riscos, novas tecnologias aplicadas à gestão corporativa, sistemas de combate a incêndios, riscos em grandes obras, Seguro Garantia, automação de processos e prevenção de acidentes no transporte.

Workshop debate novos riscos tecnológicos e reforça prevenção nas operações

Adailyon Dias, Diretor executivo de Subscrição, Gerenciamento de Riscos e Resseguro da Sompo.


Também foram apresentados estudos de grandes sinistros em setores críticos da infraestrutura, evidenciando como mudanças tecnológicas, climáticas e regulatórias estão aumentando a complexidade das decisões relacionadas à segurança operacional e à proteção patrimonial. “O gerenciamento de riscos vem assumindo um papel cada vez mais estratégico nas organizações. Em um cenário marcado por transformações tecnológicas aceleradas, mudanças climáticas, novas demandas regulatórias e cadeias produtivas cada vez mais complexas, a capacidade de antecipar ameaças e desenvolver mecanismos de prevenção tornou-se um diferencial competitivo importante para a sustentabilidade dos negócios”, afirmou Adailton Dias, diretor executivo de Subscrição, Gerenciamento de Riscos e Resseguro da Sompo.

As discussões mostraram como ferramentas de IA podem ampliar a capacidade de monitorar operações, identificar vulnerabilidades e antecipar ocorrências. Ao mesmo tempo, a incorporação de novas tecnologias também cria riscos que precisam ser avaliados de forma integrada pelas áreas de engenharia, seguros, prevenção e gestão corporativa. Segundo Renato Abreu Soares, gerente de Gerenciamento de Riscos da Sompo, a transformação digital exige uma abordagem mais abrangente. “Novos riscos surgem a partir da incorporação dessas mesmas tecnologias, o que exige uma abordagem cada vez mais integrada entre engenharia de riscos, subscrição, prevenção e gestão corporativa.”

Uma mesa-redonda conduzida pela ABGR discutiu como o gerenciamento de riscos pode deixar de ser tratado apenas como mecanismo de proteção e passar a contribuir para a eficiência, a sustentabilidade e a competitividade das organizações. “Quando a gestão de riscos passa a fazer parte da estratégia corporativa, as organizações obtêm ganhos que vão além da redução de perdas, alcançando melhores resultados operacionais, maior capacidade de adaptação e mais competitividade”, destacou Marcia Ribeiro, assessora do Conselho e da Diretoria da ABGR.

A agenda incluiu ainda temas relacionados à segurança contra incêndios, infraestrutura crítica, energias renováveis, logística e transporte. Especialistas compartilharam experiências e soluções aplicadas à prevenção de eventos capazes de provocar impactos operacionais e financeiros relevantes.

O workshop apresentou o Programa Na Mão Certa, iniciativa da Childhood Brasil voltada ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, com mobilização dos setores de transporte e logística. Eva Cristina Dengler, superintendente de Programas da Childhood Brasil, apresentou dados sobre o tema, entre eles o registro de mais de 61 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2025 e a identificação de 13,7 mil pontos vulneráveis à exploração sexual nas rodovias brasileiras, segundo o Projeto Mapear.

O Programa Na Mão Certa reúne atualmente 439 empresas e 64 entidades setoriais. A iniciativa busca conscientizar seguradoras, corretoras, embarcadores, transportadoras, gerenciadoras de riscos e motoristas sobre seu papel na formação de uma rede de proteção ao longo da cadeia logística.


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