Aeroportos adotam energia limpa para reduzir CO²

Solução elétrica substitui equipamentos a diesel, corta emissões e traz ganhos de segurança e eficiência para operações em solo

Por Redação

Gestão eficiente: aeroportos adotam energia limpa para reduzir CO₂

Foto: Divulgação


A aviação é um dos setores mais pressionados a reduzir emissões de carbono. Para gestores de Facilities e líderes de operações, a busca por eficiência energética e soluções limpas já ultrapassa a esfera da responsabilidade ambiental: tornou-se uma exigência regulatória, competitiva e reputacional. Nesse contexto, a parceria entre ENGIE e Fraport Brasil representa um marco estratégico para os aeroportos de Porto Alegre e Fortaleza.

A iniciativa substitui o uso de Ground Power Units (GPU) movidos a diesel ou querosene por sistemas de fornecimento de energia elétrica renovável e ar-condicionado sustentável. O resultado direto é uma redução potencial de 13 mil toneladas de CO₂ anuais, além da queda nos custos de operação para companhias aéreas e ganhos de eficiência para os terminais.

Mais eficiência operacional, menos ruído e riscos

Além do impacto climático, o projeto resolve pontos críticos da gestão aeroportuária. Ao reduzir a movimentação de equipamentos móveis no pátio, há menor risco operacional e mais segurança para equipes em solo. Outro benefício é a redução do ruído durante o abastecimento elétrico e o condicionamento de aeronaves, aspecto cada vez mais valorizado em projetos de infraestrutura de alto fluxo.

De acordo com Jacques-Olivier Klotz, diretor-presidente da ENGIE Soluções, a eletrificação traz ganhos duplos: sustentabilidade e competitividade. “Nosso objetivo é apoiar empresas a descarbonizar seus processos de forma eficiente, ao mesmo tempo em que otimizam custos”, afirmou.

A experiência já mostra resultados. No Aeroporto de Brasília, onde a ENGIE implantou a solução há cinco anos, a substituição em 22 pontes de embarque gera uma redução de cerca de 17 mil toneladas de CO₂ anuais. Em 2025, a expansão cobrirá 100% dos voos domésticos do terminal.


Fraport Brasil: metas alinhadas ao grupo global

Para a Fraport Brasil, a iniciativa integra uma estratégia de sustentabilidade que conecta operações locais às metas globais do grupo. Segundo a CEO Andreea Pal, a parceria fortalece o compromisso da companhia com a redução de emissões e o impacto positivo nas comunidades.

Esse alinhamento segue a tendência internacional observada pela Airport Council International (ACI), que desde 2019 mantém o programa Airport Carbon Accreditation, referência global em certificação de emissões. O movimento confirma que aeroportos no Brasil precisam estar preparados para padrões cada vez mais rígidos de reporte e mitigação de carbono.

O que gestores de Facilities podem aprender com essa experiência

A chegada da solução a Porto Alegre e Fortaleza reforça uma mensagem-chave: a descarbonização das operações não é apenas agenda de grandes players, mas um caminho inevitável para qualquer gestor de infraestrutura.

Alguns pontos aplicáveis ao dia a dia dos gestores de Facilities:

- Eliminação de combustíveis fósseis em operações auxiliares pode gerar reduções expressivas de emissões;

- Eletrificação de processos costuma vir acompanhada de queda nos custos operacionais;

- Segurança e conforto (menos movimentação de máquinas, menos ruído) são ganhos diretos e valorizados;

- Parcerias estratégicas com fornecedores de energia limpa aceleram resultados e credibilidade.

Com a expansão desse modelo, a ENGIE estima atingir mais de 80 mil toneladas de CO₂ evitadas por ano em aeroportos brasileiros, consolidando uma tendência que tende a se espalhar para outros segmentos de infraestrutura corporativa.

Para o setor de Facilities e operações, o recado é claro: a transição energética deixou de ser promessa e já impacta resultados tangíveis. A eletrificação de processos auxiliares, como a adotada nos aeroportos, mostra que sustentabilidade e eficiência podem caminhar juntas, abrindo espaço para que gestores se posicionem como protagonistas na agenda de descarbonização.


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