Quatro motivos para alinhar gestão de riscos e ESG

Com aumento da importância do ESG, gestão de riscos pode ganhar novos focos. Confira insights sobre o alinhamento das duas frentes neste artigo.

Quatro motivos para alinhar gestão de riscos e ESG

Imagem: Canva.com/ Shutthiphong Chandaeng


​A gestão de riscos, um pilar fundamental de qualquer empresa de tecnologia, está passando por uma transformação importante à medida que os princípios do ESG (ou ASG – Ambiental, Social e Governamental) se consolidam no mercado. Agora, com novos parâmetros e requisitos a serem alcançados, é necessário alinhar essas duas frentes, de forma que coexista em um sistema que traga resultados.

Tradicionalmente, esse setor corporativo de riscos se concentrou em aspectos financeiros e operacionais, como riscos de mercado, regulatórios e cibersegurança. No entanto, em um ambiente cada vez mais consciente dos desafios ambientais e sociais, a tendência é que a área ganhe novos focos.

O aumento nos aportes em ESG abre espaço para a integração entre essas duas frentes, conforme indicado por 78% dos investidores entrevistados no levantamento da EY (2022), que incentivam novas aplicações na área. Eles também utilizam as divulgações ESG das empresas como parte de suas tomadas de decisões nos negócios.

Quatro motivos para alinhar gestão de riscos e ESG

Entre os 170 presidentes e diretores de empresas pesquisados pela Data Makers (2023) para avaliar a percepção dos líderes de negócios em relação a práticas ESG, 85% afirmaram que preservar a reputação da empresa é a motivação central por trás da adoção dessas práticas. O alinhamento da gestão de riscos com os princípios do ESG é vital por várias razões, entre elas:

- Empresas de tecnologia dependem de sua reputação e credibilidade. Violações éticas ou ambientais podem manchar uma imagem construída ao longo de anos. O alinhamento dessas duas frentes protege o que foi construído durante os anos de trabalho;

- Investidores estão cada vez mais direcionando seus recursos para empresas comprometidas com uma agenda de sustentabilidade. Uma sólida estratégia de gestão de riscos relacionados às práticas de sustentabilidade atrai investimentos e financiamento;

- Regulamentações ESG estão em constante evolução. Uma gestão de riscos eficaz assegura que as empresas estejam em conformidade com essas regulamentações;

- Preparação para Riscos Emergentes: o ESG não trata apenas de riscos imediatos, mas também de preparar uma empresa para ameaças emergentes, como mudanças climáticas e questões sociais, ajudando a identificar e mitigar esses riscos em evolução, mostrando a resiliência da companhia.

A gestão de riscos no setor de tecnologia não pode mais se limitar a preocupações puramente financeiras. A integração eficaz com os princípios do ESG é essencial para garantir a sustentabilidade e o sucesso a longo prazo. As empresas de tecnologia que adotam essa abordagem não apenas estão mais bem preparadas para enfrentar os desafios emergentes, mas também estão alinhadas com os valores e expectativas de investidores, clientes e sociedade como um todo. Portanto, a união dos setores, se torna uma estratégia imperativa no atual cenário empresarial.


Veja mais conteúdos

Conteúdos que gostaríamos de sugerir para a sua leitura.
Gestão de resíduos em tempo real?

Saiba como reduzir riscos, identificar não-conformidade de forma rápida e monitorar resultados na gestão de resíduos.

Solução acústica a partir da necessidade estética?

Com tijolos, concreto e malhas metálicas, projeto buscou inspirações em canteiros de obra para nova sede do Escritório de Engenharia. Confira insights sobre valorização da marca atrelada à funcionalidade neste case.

Líderes de audiência

Operações

Como avaliar o desempenho de um contrato de limpeza?

Edgar Britto Dias, Helena Serafim e equipe analisaram os dados por trás da limpeza profissional e encontraram uma diferença decisiva entre dimensionar um contrato e fazê-lo entregar resultado

Operações

Da abertura de chamados ao AI Service Management: como agentes inteligentes podem transformar as cen...

O avanço dos agentes autônomos de IA em operações de atendimento amplia o debate sobre uma nova geração de Service Desk, capaz de interpretar ocorrências, executar fluxos completos e integrar plataformas de gestão predial

Workplace

Google transforma prédio dos anos 1940 em centro de IA

Instalação para até 400 profissionais mostra como localização, infraestrutura existente e capacidade de adaptação podem pesar mais que a idade do ativo

Workplace

Um escritório do tamanho de uma cidade: as lições do novo campus do BNP Paribas

A concentração de 5.300 pessoas em um complexo de 38 mil m², em Lisboa, mostra por que grandes sedes corporativas passam a exigir serviços, indicadores e rotinas diferentes em cada zona de uso

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea