Quem decide primeiro, investe de forma mais inteligente
 

Estrutura para carros elétricos em Shopping Centers no Brasil ainda é preocupante

Mesmo com o aumento de vagas nos principais shoppings do país, o motorista ainda encontra limitações na hora de estacionar

​Este ano, pela primeira vez na história, teremos a Copa do Mundo acontecendo no segundo semestre. O evento ocorrerá junto com a Black Friday e o Natal. Estas datas são um incentivo para o consumo, com as já esperadas vendas de televisores (o torcedor tende a comprar uma novinha, para assistir aos jogos em uma tela com melhor definição), de aparelhos eletrônicos, itens de consumo e claro a lista de presentes para o Natal.  

Segundo pesquisa realizada pelo Google, 70% dos consumidores pretendem comprar pelo menos um item na Black Friday. Para o Natal este número deve ser ainda maior. Segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers),  São mais de 620 shopping center ativos no país, com 397 milhões de visitantes por mês, para um total de 1.018.210 vagas de estacionamento. Será que o número de vagas ofertadas para este período será suficiente para atender a todos com qualidade? 

Para Ricardo David, sócio diretor da Elev,  empresa que apresenta soluções para o ecossistema de mobilidade elétrica, é cada vez mais importante a organização. "Quando tratamos de pontos de recarga públicos e semipúblicos, temos que pensar na importância da reserva dos locais. Deste modo, os usuários precisam estar atentos às regras de agendamento de cada estabelecimento", afirma.

Para os mais de 100.000 proprietários de carros elétricos ou híbridos no país, ainda é preocupante a falta de estrutura para estas vagas específicas. Uma das maiores administradoras do país, a Multiplan passou a disponibilizar mais vagas dedicadas ao carregamento de veículos elétricos. Atualmente, são cerca de 100 eletropostos, distribuídos em 19 shoppings de administração própria: sendo 28 em São Paulo e região metropolitana, 26 postos nos shoppings do Rio de Janeiro, 13 em Belo Horizonte, 12 em Porto Alegre, 12  em Curitiba e 7 em Brasília. 

No montante, o  Brasil tem atualmente cerca de 1.300 eletropostos públicos (parques, ruas e praças) e semipúblicos (shoppings, supermercados) para recarga de veículos elétricos. Até o final de 2022, o número deverá atingir 3 mil. Segundo dados da Elev, São Paulo é a campeã do país no setor, com 445 eletropostos, seguidos por Rio de Janeiro com 120 postos e Brasília com 90 postos. 

"É claro que os dados não conseguem aferir quantos pontos privados de carregamento nós temos no país: sejam em domicílios ou em conjuntos residenciais. Porém, ainda assim, os números são baixos quando comparamos com outros mercados. É necessário mais investimento na infraestrutura, para que, desta forma, tenhamos mais desenvolvimento no segmento no Brasil", afirmou Ricardo David.

Além do alto investimento no veículo elétrico, os brasileiros precisarão investir uma boa dose de resiliência para conseguir estacionar e carregar seus veículos nos grandes shoppings do país neste final de ano. Vale ressaltar que um carro elétrico demora uma média de 40 minutos de espera em um eletroposto, para carregar.  Hoje, a tecnologia mais rápida é o Supercharge da Tesla, que gasta 20 minutos.  

Para facilitar ainda mais a vida dos proprietários de carros elétricos ou híbridos, empresas especializadas na gestão de eletropostos, como a Elev, criaram um APP onde o motorista tem acesso de forma prática e intuitiva a localização de eletropostos cadastrados em sua cidade com mapas ilustrativos, além de chat direto com os administradores, agendamento de recarga e atualizações sobre novos cadastros de postos de forma simples e didática.

Foto: Divulgação



Veja mais conteúdos

Conteúdos que gostaríamos de sugerir para a sua leitura.

Líderes de audiência

Workplace

O que muda quando diferenças culturais entram no projeto de um escritório

Na implantação da sede brasileira da Yuwell, Henrique Tso, gerente de Recursos Humanos para a América Latina, precisou conciliar referências da matriz chinesa com custos, fornecedores, prazos e formas de trabalho locais

Mercado

De Itaú a Amazon: quem ocupa os maiores escritórios de São Paulo

Itaú lidera a lista com 91,4 mil m² no Esther Towers. O ranking mostra onde estão as grandes empresas e por que áreas corporativas extensas se tornaram mais disputadas

Operações

Seu prédio usa água potável onde não precisa?

Nova resolução nacional define critérios para o reúso não potável e recoloca em debate onde essa água pode ser usada nos edifícios

Operações

Mercado Livre terá a maior locação de galpão do Brasil. Como manter 464 mil m²?

O novo complexo próximo a Viracopos ajuda a explicar por que, em ativos logísticos de grande escala, manutenção deixa de ser uma lista de ordens de serviço e passa a ser gestão de risco operacional

Mercado

Itaú ocupa 91 mil m² e recoloca o longo prazo no centro da estratégia imobiliária

A maior locação corporativa já registrada no segmento especulativo no Brasil ocorre quando políticas híbridas amadurecem e grandes áreas de alto padrão ficam mais escassas em São Paulo

Operações

Microsoft trata água no próprio campus e reduz dependência da rede pública

Projeto em Mountain View integra reúso, águas pluviais e operação predial e mostra como a resiliência hídrica começa a entrar no desenho dos grandes campus corporativos

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea