Cushman & Wakefield divulga resultado do terceiro trimestre do mercado de galpões logísticos

[Real Estate] Números exclusivos do terceiro trimestre do mercado de galpões logísticos de alto padrão

Por conta da pandemia da COVID-19, as comercializações e vendas de produtos passaram a se concentrar no digital. Com isso, grandes empresas varejistas, atacadistas e de marketplaces, principalmente, investiram em centros de distribuições próximo a capitais, para que os envios dos produtos tenham sua logística mais prática. Sãos os casos do Mercado Livre e Amazon, multinacionais do ramo que investiram na modernização de seus galpões logísticos localizados na zona oeste da capital em Cajamar, respectivamente.

Com isso, São Paulo se tornou uma região de alta procura para o investimento em condomínios logísticos de alto padrão, confirmando estudo realizado pela Cushman & Wakefield no início do ano que previa a construção de 1,5 milhões de metros quadrados de galpões de alto padrão para 2022, sendo apenas São Paulo responsável por 1,1 milhões de metros quadrados. Dado este que se comprova com os resultados do terceiro trimestre, já que até o momento foram computados a entrega de 1.060.551 m², valor 7% superior a 2021.

As altas absorções resultaram na queda da taxa de vacância, mesmo com a entrega de 242.644 m² em novos empreendimentos nesse trimestre, valor 26,5% inferior ao total do trimestre anterior. Barueri foi responsável pela maior parte deste crescimento do inventário com 80.097 m², seguido das regiões de Cajamar, Capital-SP e Campinas com 77.567 m², 44.980 m² e 40.000 m², respectivamente - essa foi a primeira entrega de empreendimento de alto padrão na Capital-SP desde 2012.

A demanda por estoque de alta performance, notadamente os de alto padrão, resultou em 45% das áreas entregues já pré-locadas, tendência já verificada nos últimos trimestres. Enquanto os ativos de classes tecnicamente inferiores mantem vacância elevada.

Como resultado da forte absorção líquida, a taxa de vacância registrou queda de 1,33 p.p. comparada com o último trimestre, atingindo a menor marca do ano até o momento. As regiões do Grande ABC e Campinas tiveram as maiores quedas - com - 15,3 p.p. e -8,6 p.p., fechando em 2,6% e 11,0%, respectivamente. Cajamar teve acréscimo de 4,1 p.p. devido ao volume de novos estoques entregues (77.567 m²). As regiões do Grande ABC (2,6%), Guarulhos (7,6%) e Barueri (8,0%) possuem atualmente as menores taxa de vacância do estado.

​Outro dado relevante que mostra a alta valorização de galpões logístico de alto padrão foi que, pelo terceiro semestre consecutivo, o preço pedido registrou aumento, fechando o terceiro trimestre em R$ 21,56 por m² - incremento de 1,6% em relação ao último período. Esse valor é 13,6% superior ao preço médio pedido no terceiro trimestre de 2021. Este aumento é resultado das novas entregas com preços pedidos mais altos, devido ao aumento do custo de obras e materiais de construção, além de estarem em regiões mais próximas da capital do estado.

Atualmente sete regiões possuem preços pedidos superiores à média do mercado, sendo as mais altas: Capital-SP (R$ 32,13 por m²), Guarulhos (R$ 28,23 por m²) e Grande ABC (R$ 28,00 por m²).

O terceiro trimestre de 2022 registrou a maior absorção líquida desde 2020 T4, com 365.040 m², aumento de 16.0% em relação ao trimestre anterior, destaque para a região de Campinas com absorção de 158.048 m². As regiões de Barueri e Grande ABC também receberam atenção dos locatários nesse trimestre, com absorções de 81.564 m² e 74.049 m², respectivamente.

Fotos: Divulgação


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