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Ar condicionado: os cuidados no retorno às atividades

Especialista comenta os índices recomendados para quem busca qualidade

Com a retomada das atividades presenciais e pensando no bem-estar, segurança e saúde de colaboradores, as empresas estão se preparando para implementar novos hábitos em suas culturas organizacionais. Os sistemas prediais são essenciais nessa adaptação, desde a implantação de novas tecnologias, até revisões de sistemas já existentes. Nesse cenário, é importante ressaltar que o uso de aparelhos de ar condicionado deve ser uma preocupação e a manutenção desses equipamentos é essencial para a segurança de pessoas em ambientes fechados. 

Um estudo realizado por cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Guangzhou, na China, identificou que os aparelhos de ar condicionado podem ser eficientes na propagação do novo coronavírus. Embora estudos como esse, em universidades e centros de pesquisa ao redor do mundo, não comprovem, de maneira efetiva,  a sua transmissão por meio do ar condicionado, sabe-se que a circulação de ar é importante para que o vírus não permaneça nos ambientes. Por esse motivo, é essencial que espaços climatizados cumpram, rigorosamente, as prescrições da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) e American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers (ASHARE), que atualizaram seus protocolos e recomendações com relação ao sistema de ar condicionado. 

Os aparelhos de climatização de ar podem ser utilizados durante o período de pandemia, desde que assegurada a correta renovação de ar nos ambientes, conforme previsto na Resolução RE-09 da ANVISA. A renovação do ar garante a entrada do ar exterior para os ambientes internos, com a devida filtragem, que dilui a concentração de poluentes. Atualmente, a  recomendação é que haja 15 trocas de ar por hora, nos ambientes comerciais, sendo a média de 20m³ por pessoa.

A prática de manter as janelas abertas proporciona uma maior renovação de ar, porém permite a entrada de poluentes nos ambientes, sobrecarregando os filtros e outros componentes do sistema de climatização, no caso de estarem em funcionamento. Com a ventilação natural em ambientes maiores, o que ocorre é que as áreas mais afastadas das janelas não conseguem ter a mesma renovação de ar. Dessa forma, se o empreendimento apresentar um sistema de renovação adequado, o ideal é que as janelas permaneçam fechadas. 

Manter o nível de dióxido de carbono (CO2) dentro dos índices determinados é uma das formas de garantir a qualidade do ar em ambientes fechados. Como set-point para o sistema, recomenda-se o uso de 800 pmm, mantendo-se abaixo do valor de 1000 pmm.  

A filtragem é a ação que tem por objetivo reter partículas e micro gotículas que podem carregar poluentes ou microrganismos como a COVID-19, sendo obrigatório, no mínimo, a utilização do filtro G1 para o ar externo e G3 para ambientes internos. Se possível, utilizar filtros High Efficiency Particulate Arrestance (HEPA), mantendo sempre a rotina de limpeza semanal. 

Pelos mesmos motivos também são fundamentais os controles de temperatura e umidade. Recomenda-se os set-points de 23ºC ~ 24ºC e a umidade deverá variar de 40% a 65%, com exceção de ambientes com pinturas e peças de arte, que deverão operar entre 40% e 55%, durante todo o ano. 

A manutenção e limpeza dos sistemas de ar condicionado devem ser realizadas, periodicamente, conforme o Plano de Operação, Manutenção e Controle - PMOC, mesmo quando o ambiente não estiver em uso. A ABRAVA recomenda, ainda, que as empresas contratem profissionais habilitados somente para a execução desses serviços. Não há estudos científicos que comprovem a eficácia dessas medidas para controlar ou diminuir os efeitos da pandemia, porém é importante ressaltar as recomendações para que as empresas e colaboradores trabalhem em conjunto para a segurança e bem-estar de todos. 



Evandro Wei, Coordenador de Engenharia de Building da Seal Telecom

​Foto: Divulgação

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