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Data Centers: os desafios de infraestrutura e proteção de dados

Por Airton Dornellas (*)

Mais do que nunca, os data centers atuais estão se adaptando e evoluindo sua infraestrutura. Aqueles que são tradicionais sentem o impacto das tecnologias disruptivas de armazenamento e computação em nuvem, além das inovações nas áreas de energia, refrigeração, telecomunicações e sustentabilidade, que têm impulsionado uma transformação que esteja cada vez mais alinhada às novas demandas de negócios.

Isso porque, diferentemente de outros setores afetados pela pandemia, que inegalvelmente impactou e sobrecarregou os data centers com aumento de demanda gerado pelo trabalho remoto e migração para a nuvem, o mercado de data centers se tornou ainda mais indispensável. Para essa infra entendemos aplicação de e-mails, uso de ferramentas de gestão e relacionamento, banco de dados, ERP (Sistemas de gestão empresarial), Big Data, serviços de colaboração, inteligência artificial, entre outras tecnologias.

Empresas de diferentes nichos, como indústria, educação, saúde, finanças, entre outros, precisaram também elevar a demanda por agilidade e otimização, e explorar cada vez mais os recursos oferecidos por data center. O seu uso pode gerar valor para as companhias, aumentando o potencial competitivo e a produtividade dos colaboradores. Já a falta dessa infraestrutura atualizada e alinhada ao modelo de negócio pode comprometer a dinâmica de trabalho, dificultar o acesso rápido e confiável aos dados e entrega dos serviços contratados.

Nesse contexto, cada vez mais, o data center precisa ter capacidade para lidar com o aumento das demandas operacionais. Para se ter uma noção, no mundo, os investimentos com data centers subiram 4,7% em relação ao ano passado, chegando a US$ 226 bilhões em 2022, segundo estudo recente divulgado pelo Instituto Gartner. Já de acordo com a IDC (player global em inteligência de mercado, serviços de consultoria e eventos voltados para os mercados de TI, Telecom e Tecnologias de Consumo), aproximadamente 90% das empresas possuirão data center particular ou terceirizado no ano de 2022.

Por definição, toda rede é um ambiente complexo, formado em parte por recursos internos cada vez mais conectadas à nuvem. As empresas exigem novos aplicativos para interagir com os clientes, gerenciar cadeias de suprimentos, processar transações e analisar tendências de mercado. Porém, sem visibilidade sobre esse universo, a operação pode parar, uma vez que todas as informações são compartilhadas e disponibilizadas em nuvem.

Diante dessa realidade, a proteção dos data centers e a importância de se manter uma infraestrutura digital bem integrada tem sido pauta em diversas discussões. Afinal, com os próprios dados agora reconhecidos como uma das mercadorias mais valiosas do mundo, os criminosos cibernéticos estão investindo esforços cada vez mais sofisticados para colocar as mãos em informações confidenciais, visto o aumento impressionante dos ataques do tipo ransonware. Uma abordagem integrada e em camadas de segurança para mitigar ameaças internas e externas é essencial, começando além do perímetro do data center e estendendo-se até a própria sala do servidor.

Ou seja, tão crítica quanto o fornecimento de energia ou água, a proteção dos data centers, tanto em sua operação ininterrupta quanto os dados que eles contêm, se tornou fundamental para o funcionamento e manutenção dos negócios e da sociedade.

(*) Ricardo Solda é business development manager da Adistec Brasil, distribuidora de valor agregado de soluções para Data Centers e Segurança da Informação.


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