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Estudo da JLL mostra crescimento no número de empresas que apostam em mobilidade

A redução de custos e o maior engajamento da equipe estão entre as vantagens dos escritórios flexíveis

Por Leá Lobo

Mobilidade é um tema em ascensão nas empresas, de acordo com o Guia de benchmarking de ocupação 2018-2019, da JLL, divulgado em 16 de setembro de 2019. Em 2017, 41% das organizações pesquisadas disseram que possuíam um programa de mobilidade. Agora, o número cresceu para 52%. O guia entrevistou 108 líderes de 69 empresas de diferentes países.

O estudo aponta que as empresas têm buscado proporcionar um ambiente mais ágil, que se adapte aos hábitos de trabalho dos funcionários e promova uma cultura de inovação, integração e colaboração. Com o suporte tecnológico, os funcionários conseguem atuar mais livremente, tanto dentro do escritório como de forma remota, de onde se sentirem mais produtivos. Assim, para reduzir o espaço subutilizado, diminuir custos imobiliários gerais e contribuir para o crescimento do negócio, as empresas têm apostado em estratégias eficientes de mobilidade.

Para Roberta Hodara, especialista em Occupancy Planning, Change Management e Workplace da JLL, a estratégia também segue a tendência de oferecer uma experiência única aos ocupantes dos edifícios comerciais. “Atualmente, fala-se muito sobre promover bem-estar nas instalações e a felicidade dos colaboradores. É o que as grandes empresas vêm buscando. A liberdade de escolha de como trabalhar e usar as ferramentas disponíveis no escritório ajudam a criar uma conexão entre os colaboradores, promovendo retenção de talentos e aumento da produtividade. As pessoas estão priorizando a qualidade de vida”, afirma a Diretora da Consultoria Imobiliária.

O Guia de benchmarking de ocupação mostra que as empresas da região Ásia-Pacífico possuem mais funcionários que integram programas de mobilidade, com 64%, seguida de Europa, Oriente Médio e África, com 33%. Américas do Norte e Latina têm números parecidos, com 19% e 20%, respectivamente.

A pesquisa também apresenta uma evolução nos programas de mobilidade, com as empresas afinando suas estratégias. Alguns exemplos disso são:

• definição de vizinhanças, em que as áreas de espaços de trabalho são designadas para departamentos, grupos ou tarefas específicas por sinergia. Cerca de 80% das organizações com um programa de mobilidade utilizam as vizinhanças;

• 83% dos programas de mobilidade oferecem uma solução de armazenamento alternativa, como armários, para que os funcionários guardem seus pertences;

• mais da metade (61%) dos entrevistados que contam com um programa de mobilidade possuem padrões de mobília de espaços flexíveis, índice maior que os 55% registrados em 2017.

Home office em queda

Se, por um lado, as empresas estão aprimorando os programas de flexibilidade no escritório, por outro, tem diminuído a adoção do home office. Segundo o Guia de benchmarking de ocupação, pouco mais de 1/3 (36%) dos programas de mobilidade possuem componentes de home office. Em 2017, esse volume foi de 45%.

De acordo com Roberta Hodara, os escritórios mais colaborativos e com estruturas mais adequada às necessidades das pessoas estão atraindo os colaboradores para dentro das empresas. “Muitos amenities têm ajudado nesse sentido, desde espaço de sono, serviços estéticos, filiais de banco e até creches. Dessa maneira, é possível unir necessidades pessoais e o desenvolvimento profissional em um único espaço”, avalia a especialista.

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