Não faz sentido deixar dinheiro parado em metros quadrados ociosos

Workplace-as-a-service deixam de ser tendência e tornam-se realidade no Brasil

Por Léa Lobo

Não faz sentido deixar dinheiro parado em metros quadrados ociosos

Foto: Divulgação


A equipe da ATEC Original Design recebeu, no dia 16 de outubro, o evento que lançou a segunda edição da pesquisa “Um Panorama do Mercado de Facilities 2025 e as Principais Tendências”, iniciativa da Woba, apresentada por Rodrigo Silveira, Chief Revenue Officer da companhia. O encontro fez parte do WobaConnect, evento proprietário da empresa, que ocorre a cada um mês e meio e tem como propósito promover conexões, aprendizados e trocas entre profissionais do setor.

“O objetivo é sempre esse: nos conectarmos, escutarmos e aprendermos juntos. Este é um evento especial, porque compartilhamos os resultados da segunda edição do Panorama de Facilities, uma pesquisa proprietária da Woba, construída com a colaboração de muitos dos profissionais que estão aqui”, destacou Silveira.

O levantamento revela um cenário inédito: mais da metade das empresas brasileiras (52%) já incluem escritórios flexíveis em sua estratégia de Real Estate, um salto expressivo frente aos 28% registrados em 2024. “É um ponto de inflexão que redefine a maneira como as companhias contratam, ocupam e gerenciam seus espaços de trabalho. O mercado brasileiro segue a tendência global, mas neste caso, podemos dizer que a tendência virou realidade”, afirmou o executivo.

O modelo de “escritório como serviço” cresce de forma consistente há mais de 15 anos, acompanhando o avanço global do conceito de “Workplace-as-a-Service”. A pesquisa da Woba mostra que o país vive um amadurecimento acelerado dessa cultura, impulsionada pela busca por eficiência, flexibilidade e melhor experiência dos colaboradores.

Do coworking à contratação inteligente
Silveira destacou que o termo “coworking” vem sendo substituído por “escritório flexível”, justamente para refletir a mudança de mentalidade. “O modelo não é mais aquele de espaços compartilhados com mesas de pingue-pongue e chopeiras. Hoje, as empresas contratam infraestrutura completa, sob medida, pronta para uso e com gestão operacional incluída”, explicou.

A resistência à adoção desse formato, segundo ele, não é financeira, mas cultural. Para ilustrar, fez um paralelo com outros ativos corporativos: “Anos atrás, as empresas compravam frotas, celulares e notebooks. Hoje, quase todas alugam. O ativo é o mesmo, o que muda é o modelo de contratação. Com escritórios é a mesma lógica.”

Eficiência comprovada e impacto nos negócios
O estudo evidencia ainda que empresas que combinam automação, escritórios flexíveis e renegociação de contratos alcançam reduções superiores a 30% nos custos operacionais. Essa combinação vem redefinindo o papel do profissional de Facilities, que passa a atuar como estrategista de valor e não apenas gestor de contratos.

Silveira também apresentou cases práticos, como o de uma grande empresa de adquirência que desmobilizou 16 escritórios tradicionais e passou a operar com 108 unidades flexíveis em mais de 100 cidades do país. “Foi talvez a maior expansão de escritórios já feita sem precisar comprar um tijolo. A tecnologia e o modelo de contratação permitiram que tudo fosse implementado em 45 dias, com padronização e capilaridade nacional”, ressaltou.

O resultado? Economia, agilidade e aumento de produtividade. “O time que passou a se encontrar mais, em ambientes profissionais e estruturados, vendeu mais. O impacto é direto no negócio”, completou.
O novo papel do gestor de Facilities

A pesquisa mostra ainda que apenas 26% das empresas se consideram maduras em gestão de Facilities, enquanto mais da metade (56%) está em estágio básico ou intermediário. Para Silveira, o avanço passa pela transformação do gestor em curador de experiências. “O Facilities Manager do futuro é orientado a dados, um facilitador de mudanças. Ele precisa entender como cada espaço influencia a performance dos times. É sobre desenhar experiências de trabalho que impactam resultados.”

O “Panorama do Mercado de Facilities 2025” reforça que a flexibilidade deixa de ser tendência e se consolida como vantagem competitiva. Empresas que repensam seus metros quadrados, enxergando-os não como custo, mas como ativos estratégicos, estão mais preparadas para crescer em um cenário que exige eficiência, adaptabilidade e propósito.

“Não faz sentido deixar dinheiro parado em metros quadrados ociosos. O espaço de trabalho é um investimento em experiência, produtividade e resultado”, concluiu Rodrigo Silveira.
Nota do editor: Acesse a pesquisa completa: panorama-facilities-woba-2025


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