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Idiomas e intercâmbio como vantagem competitiva crescente para profissionais de FM

Em um setor globalizado, dominar idiomas e buscar experiências internacionais já não são diferenciais, mas parte da agenda estratégica de carreira em FM

Por Redação

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Imagem: Canva.com/sydaproductions


No mercado de Facilities Management (FM), a fluência em uma segunda língua deixou de ser apenas um “plus” em processos seletivos de multinacionais. Hoje, é fator decisivo para salários mais altos, maior empregabilidade e ascensão em cargos de liderança.

Levantamentos recentes apontam que profissionais em cargos de coordenação com domínio do inglês recebem até 61% a mais do que colegas sem fluência. Em posições de diretoria, a diferença chega a 56% de remuneração adicional. Mesmo um nível intermediário já pode significar ganhos de até 30%.

Apesar dessa valorização, o Brasil ainda enfrenta um déficit preocupante: o ranking global de proficiência em inglês da Education First (EF) posiciona o país em 81º lugar entre 113 nações avaliadas. Essa lacuna representa um desafio, mas também uma oportunidade estratégica para quem busca se destacar.

Intercâmbio: idioma e soft skills na mesma experiência
Cursos locais são fundamentais, mas o intercâmbio agrega camadas de aprendizado difíceis de replicar. Além da imersão linguística, viver em outro país amplia competências cada vez mais valorizadas em FM:

Adaptação cultural: aprender a lidar com diferentes formas de trabalho fortalece a capacidade de atuação em ambientes multiculturais.

Networking internacional: destinos como Canadá, EUA, Reino Unido e Irlanda são hubs de conexões profissionais relevantes.

Resiliência e autonomia: enfrentar desafios de moradia, burocracia e integração social desenvolve habilidades críticas para a gestão de imprevistos em operações complexas.

Esses atributos se somam ao domínio do idioma e aumentam a competitividade de quem atua em um setor que depende cada vez mais de padrões globais.

Idiomas como ferramenta estratégica em FM
No universo de Facilities, falar outro idioma se conecta diretamente a tarefas críticas da operação e da gestão:

- Negociação de contratos com fornecedores internacionais;

- Leitura de normas e manuais técnicos de entidades como IFMA, ISO, LEED e WELL;

- Participação em conferências, certificações e treinamentos globais;

- Benchmarking em inovação, tecnologia e sustentabilidade, frequentemente documentados em inglês.

Em outras palavras, investir em idiomas é investir em acesso a conhecimento, redes globais e oportunidades de liderança.

O papel das empresas nesse movimento
Se para o profissional o aprendizado de idiomas é um caminho de diferenciação, para as empresas é uma forma de fortalecer a competitividade global. Algumas iniciativas possíveis incluem:

- Subsídios para cursos de idiomas com certificações reconhecidas;

- Programas de mobilidade internacional de curta duração;

- Trocas temporárias entre unidades globais;

- Incentivo à participação em congressos e missões internacionais.

Essas ações ajudam a desenvolver equipes preparadas para atuar em diferentes mercados e fortalecer a presença da organização em redes globais de Facilities.

Carreira global como estratégia de futuro
No cenário atual, fluência em idiomas e vivências internacionais já não são diferenciais competitivos, mas requisitos estratégicos para profissionais que querem se posicionar como líderes em FM. Em um país que ainda enfrenta baixa proficiência, quem investir em capacitação e experiências fora da zona de conforto estará mais bem preparado para ocupar espaços de destaque em um mercado globalizado e em constante transformação.


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