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Não é sobre estacionar ou manobrar, é sobre acolhimento

Novo comando de Ana d'Avila e governança familiar, Maxipark posiciona o negócio como serviço humano

Por Léa Lobo

Não é sobre estacionar ou manobrar, é sobre acolhimento

Foto: Divulgação


A Maxipark decidiu fincar bandeira num ponto simples e poderoso: estacionamento é gente. Em um mundo que corre para automatizar tudo, a empresa escolheu um verbo adicional: acolher para guiar a operação. O reposicionamento ganha fôlego com a chegada de Ana Paula Ribas d’Avila Altman como CEO e com a consolidação de um Conselho Familiar atuante (fundadores Paulo e Sandra e os filhos Natalia, Raphael e Igor), que preserva o DNA dos Frascino e impulsiona inovação, eficiência e expansão sem renunciar à proximidade com clientes e usuários.

“A gente não é uma empresa de manobra; somos uma empresa de acolhimento de pessoas”, resume Sandra Frascino, cofundadora. Em hospitais, por exemplo, o carro vem em segundo lugar; o paciente é prioridade, sem pressa, com escuta e presença.

O posicionamento aparece com nitidez nas operações de saúde. Em casos como A.C.Camargo, a orientação é inequívoca: o tempo e o cuidado do usuário valem mais do que qualquer cronômetro de embarque/desembarque. O “bom dia” que muda o dia não é detalhe; é protocolo cultural.

Estratégia, relacionamento e execução

Com mais de 25 anos em Real Estate, Mobilidade Urbana e Facilities, passagens por Cyrela, Lindenberg, Hilton (Londres e Barcelona), 13 anos liderando crescimento comercial numa outra bandeira de estacionamento (SP e RJ) e atuação recente na Temon Serviços, Ana d`Avila assume a Maxipark com missão clara: transformação estratégica, inovação aplicada e eficiência operacional. Ela chega para acelerar projetos, profissionalizar rotinas e escalar sem engessar.

A combinação do repertório corporativo de Ana Paula com o “jeito Maxipark” próximo, rápido e resolutivo é a troca de marchas que faltava para a empresa crescer com qualidade. Não é “crescer a qualquer custo”; é crescer preservando o diferencial humano que o mercado anda morrendo de saudade.

Governança que protege o DNA e libera a operação

A sucessão não ficou no discurso. A empresa instituiu um Conselho Familiar, com participação direta dos herdeiros Natalia, Raphael e Igor, conta com conselheiros externos e formou um corpo diretivo desenvolvido “em casa”, capaz de operar com autonomia, métricas e processos.

- Natalia faz a ponte entre Conselho e Executivos, com guardiã de Marketing e Finanças.

- Raphael vive a operação no dia a dia, conecta TI às necessidades do campo (em parceria com o diretor de tecnologia “Dean”) e leva boas práticas entre unidades.

- Igor fortalece a frente comercial, garantindo velocidade e relacionamento.

A Maxipark investe em tecnologia aplicada ao que importa: segurança, controle, fluxo e informação útil para decidir. Não há fetiche por automação “porque sim”, há foco em experiência e resultado operacional. Raphael Frascino sintetiza bem: observar unidades, copiar o que funciona, ajustar o que não funcionou e traduzir as ideias de campo em projetos de TI aterrissados. É inovação de trincheira, não de slide.

Natalia Frascino completa, “empresas gigantes têm escala; às vezes, perdem a voz e o rosto. A Maxipark aposta no meio-termo virtuoso: processo suficiente para garantir governança, agilidade suficiente para encantar. É o “telefone certo” que resolve hoje, sem atalhos que comprometam compliance”.

Por fim, Ana D´avila pontua que o setor de estacionamentos está mudando e rápido. Quem vencerá? Quem lembrar que por trás do ticket existe uma pessoa. A Maxipark crava essa tese com governança viva, CEO de alto impacto e uma cultura que terceiriza gentileza. Se estacionar é uma necessidade, acolher é a experiência. E é aí que a empresa escolheu competir. Com coragem. E com coração.


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