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Digitalizar é só o começo: o futuro do Facilities está na inteligência

TOTVS aponta o que vai separar prestadores de serviços competitivos dos que ficarão pelo caminho: mobilidade, dados e decisões em tempo real

Por Mateus Murozaki

Digitalizar é só o começo: o futuro do Facilities está na inteligência

Em um setor marcado por rotinas intensas, alta demanda operacional e necessidade crescente de compliance, os prestadores de serviços e empresas de facilities estão diante de uma encruzilhada: ou avançam na digitalização de suas operações ou correm o risco de perder competitividade.

Essa é a análise de Eduardo Pires, diretor de negócios do segmento de prestadores de serviços da TOTVS, em entrevista ao portal InfraFM no Universo TOTVS — principal evento de tecnologia e negócios promovido pela empresa — com foco nas soluções que estão transformando o mercado.

Segundo Pires, o cenário atual exige mais do que automação básica. “Estamos desenvolvendo ferramentas que vão além do controle operacional. Hoje falamos de mobilidade, integração com inteligência artificial e análise de dados em tempo real. A operação de facilities é nervosa, intensa. Precisamos dar agilidade e precisão para essas empresas tomarem decisões com base em informação estruturada”, afirma.

IA, contratos inteligentes e fotos com contexto

Entre as soluções em desenvolvimento ou já em uso, o executivo destaca o uso de inteligência artificial para sugerir ações com base em histórico de dados, além de ferramentas para leitura e interpretação de contratos — ultrapassando o OCR tradicional para oferecer um entendimento contextual do documento e integração com o ERP.

Outra aplicação prática é o uso de IA para associar fotos capturadas em campo aos tipos de serviço executados, garantindo rastreabilidade e validando a operação. “O prestador de serviço precisa garantir que aquilo que foi executado está bem documentado e dentro dos padrões esperados. Estamos ajudando a tornar isso automático e confiável.”

Maturidade digital e transição do manual ao integrado

Mas, para que as soluções tecnológicas entreguem o valor prometido, é necessário que o cliente esteja preparado. A TOTVS, segundo Pires, atua de forma consultiva para medir o grau de maturidade digital da empresa antes de implantar novas funcionalidades.

“Muitas vezes o cliente quer ir direto para a inteligência artificial, mas ainda não tem o básico bem controlado, como estoque ou preenchimento de dados. A frustração vem quando se tenta pular etapas. Nosso papel é orientar uma digitalização progressiva, passo a passo, com foco em resultados reais”, explica.

SLA, compliance e eficiência operacional

Pires também destacou a importância de sistemas que permitem o controle preciso de SLAs e contratos. No caso de empresas terceirizadas, é fundamental saber, em tempo real, se um posto de trabalho está coberto, se um colaborador chegou no horário ou se os insumos estão sendo aplicados corretamente.

“As nossas ferramentas permitem esse tipo de visibilidade, com aplicativos de fácil acesso para supervisores e coordenadores. O objetivo é que o cliente final receba o serviço como esperado e que o prestador tenha controle total dos seus custos e rentabilidade”, diz.

Tecnologia como aliada do ESG e da sustentabilidade

Outro ponto abordado foi o papel da tecnologia no cumprimento de metas ESG. De acordo com o executivo, sistemas capazes de capturar dados corretos e automatizar o acompanhamento de indicadores são essenciais para atender às exigências legais e de mercado, além de promover uma gestão mais consciente e sustentável.

Adoção tecnológica: um caminho sem volta

Eduardo Pires reforça que investir em tecnologia não é mais opcional, mas sim uma decisão estratégica para a sobrevivência do negócio. “É claro que cada empresa precisa avaliar seu momento e sua capacidade de investimento. Mas quem não digitalizar agora, vai ficar para trás. A concorrência está se movendo. E há soluções acessíveis que já geram ganhos significativos”, conclui.



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