Crescimento de 500% nos três primeiros anos

A nova tendência do mercado imobiliário que fez empresa de retrofit disparar no mercado.

Por Mateus Murozaki

Crescimento de 500% em 3 anos

Foto: Divulgação

Dois terços da população de Santos reside em prédios e apartamentos. Dados do Censo do IBGE de 2022 apontam que isso torna a cidade a mais verticalizada do Brasil. Isso faz de Santos um ponto curioso para o mercado de imobiliário, pois, ao mesmo tempo em que a área ociosa é limitada, a cidade também possui um enorme potencial de retrofit.

“Vimos ali essa possibilidade de criar, renovar e fazer house flipping em apartamentos e prédios mais antigos, porque temos um custo inferior de valor de metro quadrado e também trabalhamos com sustentabilidade. Assim, não é necessário demolir um prédio inteiro para construir um novo, principalmente nas regiões mais nobres da cidade”, comenta Tiago Caligiuri, sócio fundador e arquiteto da Retrofit Empreendimentos Imobiliários, empresa de empreendimentos imobiliários focada na renovação de apartamentos antigos em Santos.

A empresa foi fundada há três anos e meio e, nesse período, cresceu aproximadamente 500%, focando nesse segmento. Atualmente, possui 55 investidores e está no seu 16º imóvel. Uma trajetória que soletra sucesso.

De acordo com o sócio fundador, o que determina a viabilidade de um prédio é a localização, metragem quadrada e vaga de garagem, sendo a primeira o fator que influencia o valor da segunda.

Um desses casos é o do edifício Monet, originalmente datado da década de 70 e localizado no Gonzaga, uma das regiões mais procuradas de alto padrão em Santos. Com 250m², o imóvel passou por uma revitalização e modernização, com destaque para a integração da nova área de convivência.

Segundo Caligiuri, foi um projeto entregue em tempo recorde: cinco meses entre pegar a chave e entregar o projeto. O profissional atribui essa eficiência à mão de obra, com a qual trabalha há 20 anos, e à escolha de materiais, que eram de pronta entrega.

Ele define esse caso específico como o projeto ideal para os padrões da empresa, dado que a localização era ótima, o apartamento era de alta qualidade e a metragem de 250m² de área útil, com três vagas de garagem, atendia a todas as exigências que geralmente procuram.

“Eu acho que o Monet é um case de extremo sucesso porque entrega tudo que procuramos: excelente localização, área útil, vagas de garagem demarcadas, além da fluidez em todo o processo de projeto, obra e finalização”, comenta o arquiteto.

Retrofit como tendência

De acordo com Caligiuri, desde que a empresa foi criada, houve um boom imobiliário na cidade, o que tornou difícil arrematar imóveis antigos. O profissional atribui parte dessa tendência à própria empresa, que sempre fez uma divulgação forte, fazendo com que percebessem o potencial da restauração de imóveis e apartamentos na área.

O valor por metro quadrado acaba sendo o fator determinante para que o retrofit se mostre uma opção atrativa, sendo também o motivo pelo qual o arquiteto acredita que seja apenas uma questão de tempo até que a tendência se espalhe para além do Sudeste e comece a atingir outros estados de maneira massiva.

Por ora, a empresa busca expansão, tendo a capital paulista como foco. O Rio de Janeiro também chama a atenção, mas para um futuro distante, caso ocorra: “São Paulo é um foco nosso, já estamos procurando alguns imóveis e a procura está bem grande lá. Rio de Janeiro, vamos com calma, pode ser uma possibilidade, mas acho que lá na frente, porque o Rio de Janeiro já tem bastante movimento de retrofit, principalmente na região da Orla e em Copacabana. Então, acho que ali é um nicho mais específico e será difícil entrarmos. São Paulo, acho que ainda temos bastante mercado para trabalhar”, explica.


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