Inteligência artificial nas operações: benefícios e alternativas

Desde digital twins até robôs de limpeza, o futuro do FM durante a transformação digital.

Inteligência artificial nas operações: benefícios e alternativas

Imagem: Canva.com/ NirutiStock

O avanço da inteligência artificial (IA) causa grande comoção, sendo impossível escapar do debate sobre o impacto dessa tecnologia no mercado de trabalho. O segmento de Facility Management, contudo, ainda está no início da transformação digital.
 
Para aproveitar todo o potencial das novas alternativas é preciso ter dados. Aliás, informações conectadas e disponíveis, como pontua Douglas Pacifico, diretor de facility management e real estate no grupo Bosch, durante a palestra sobre inteligência artificial da I2AI International Association of Artificial Intelligence.

Os dados e os sistemas não conectados da Bosch foram solucionados com a integração de todas as informações em uma única plataforma. Com isso, um dos resultados obtidos foi a otimização do sistema de ventilação. Através do uso de câmeras como sensores inteligentes, com uma IA de processamento de dados e de imagens embutida no aparelho, é possível identificar quantas pessoas estão em determinado ambiente e orientar o sistema de ventilação.

"Eu consigo operar o sistema de ventilação daquele edifício de maneira automática e otimizada, ou seja, não tenho mais a interferência humana, não tenho mais o sensor convencional, que seria mais difícil em ambientes tão grandes", explica Douglas. Com esse mecanismo foi possível reduzir em até 18% o consumo de energia dos prédios da empresa.
 
Digital Twins
A aplicação dos sistemas da Bosch é realizada em digital twin (gêmeo digital), que reproduz as instalações físicas da empresa. "Você pode ter gêmeos digitais que você só navega para obter uma informação, então ele é só uma interface visual mais amigável, ou você pode ter uma reprodução tão fiel do seu edifício que você consegue clicar nas infraestruturas e equipamentos, ver o dado em tempo real e atuar em tempo real. Esse, para mim, é o futuro", afirma Douglas.

O gêmeo digital, portanto, permite a operação remota de diferentes infraestruturas, que podem estar em diferentes localidades. "A grande pergunta que me faço é como vai ser isso a longo prazo em termos de padronização e de protocolos, porque isso é importante. Para trocar informações e integrar sistemas, você precisa de uma base comum de entendimento", reflete.  Para Pacifico, o assunto não é futurologia, mas, sim, uma tendência com campo de crescimento.

Robôs nas operações  
Tendo como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas e a produtividade das empresas, o facility manager pode ter a transformação digital como grande aliada, sendo a indústria 4.0, a automação robótica de processos (RPA) e os smart buildings temas cada vez mais em voga, que evidenciam o avanço da IA. Na manutenção predial, por exemplo, já existem robôs que realizam a limpeza completa de banheiros.

Desenvolvida pela SOMATIC, empresa norte-americana, a tecnologia promete uma limpeza de maior qualidade, menor rotatividade de funcionários e 50% de economia de custos. Através de algoritmos de mapeamento avançados, o robô navega nos corredores e nos espaços de banheiro, garantido a cobertura do ambiente e evitando colisões. Com modos de limpeza personalizados e tecnologias de sensoriamento, a SOMATIC consegue detectar poeira, fuligem e outros contaminantes, permitindo a limpeza direcionada de pisos, privadas e pias.

IFrame

Como funciona?
As empresas podem alugar o robô sem contrato de longo prazo, de forma prática e sem taxa inicial. Entre os requisitos para o contrato deste serviço estão: um espaço para recarga do robô e acesso a água e eletricidade.

Quanto custa?
Por mil dólares ao mês, o robô opera oito horas por dia/40 horas por semana.
 
No Brasil, existe algo parecido?
Sim, a Alabia, laboratório de inteligência artificial, possui robôs voltados para a área de limpeza, que podem atuar em hospitais, varejo, logística, fábricas, escritórios e escolas. Assim como a tecnologia da SOMATIC, os produtos da Alabia foram desenvolvidos com câmeras de profundidade e sensores ultrassônicos, para que o robô consiga detectar objetos e pessoas. Além disso, é possível monitorar o desempenho dos produtos ao acessar os relatórios de limpeza.


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