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Números do Mercado Office de SP e RJ são divulgados pela Cushman & Wakefield

Último trimestre do ano tem melhor resultado no mercado de lajes corporativas de SP

No quarto trimestre de 2021, o mercado de escritórios de alto padrão de São Paulo apresentou o melhor resultado do ano. A absorção líquida foi de 30.906 mil m², indicando melhora considerável do mercado diante do cenário econômico atual. Pinheiros foi a região que obteve maior destaque, com absorção líquida de 13,1 mil m², em grande parte devido à ocupação de uma empresa de comércio varejista no Eldorado Business Tower. A Faria Lima obteve o segundo melhor resultado, registrando absorção líquida de 8,1 mil m², seguida pela Chucri Zaidan com 7,6 mil m² absorvidos. As únicas regiões que registraram absorções negativas foram Chácara Santo Antônio, JK e Berrini.

 O preço médio pedido sofreu pequena queda de 0,52% QOQ, fechando o período em R$ 104,83/m²/mês. Essa diminuição se deve, principalmente, às ocupações em edifícios caros e saídas em edifícios baratos. Ainda assim, algumas regiões apresentaram aumento no preço pedido em relação ao trimestre anterior. Paulista foi um exemplo disso. Com aumento de 3,28%, fechou o trimestre em R$ 122,28/m²/mês, principalmente devido à entrega de novo estoque com valor acima da média de preço pedido para a região.

 Mercado de lajes corporativas do Rio de Janeiro fecha o ano com absorção líquida positiva  

 O mercado de escritórios do Rio de Janeiro apresentou reviravolta após resultado negativo no terceiro trimestre e encerrou 2021T4 com absorção líquida positiva de 24.632 m². Esse valor se deu, principalmente, por conta de uma grande ocupação no Porto (13.373 m²) por empresa de energia em outubro e por empresa do setor de engenharia na Cidade Nova (9.052 m²), em dezembro. Com isso, o último trimestre do ano apresentou a menor taxa de vacância do ano (-1,59 p.p. QOQ). O quarto trimestre do ano totalizou 9.738 m² locados, enquanto 2021 encerrou com mais de 76 mil m². Apesar da cidade seguir recebendo locações, grande parte das ocupações por parte dos inquilinos continuam sendo postergadas devido às medidas sanitárias impostas pelo Governo.

 Desde o primeiro trimestre de 2018, o Rio de Janeiro apresenta queda consecutiva no preço médio pedido devido à alta taxa de vacância na cidade e ao movimento flight-to-quality/flight-to-price. A situação fica favorável aos inquilinos, que adquirem maior poder de negociação e conseguem mudar para melhores regiões e edifícios na cidade. O mercado encerrou 2021T4 com valor médio de R$ 89,02/m²/mês, queda de 0,57% QOQ e de 3,94% year-over-year (YOY). Essa redução ocorreu, sobretudo, após saídas que ocorreram em edifícios que possuem preços pedidos mais baixos, ocupações em prédios mais caros, além da diminuição do valor por parte dos proprietários. Devido à alta taxa de vacância do mercado e a falta de novos estoques em toda a região, o valor dos aluguéis deve seguir sem registrar aumentos nos próximos períodos. Os preços pedidos no Rio de Janeiro não ultrapassam R$ 99,65/m²/mês desde janeiro de 2019. 

Os dados foram divulgados pela empresa Cushman & Wakefield.

Foto: Divulgação.

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