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Terceirização de restaurante é boa alternativa para melhorar custos

[Vitrine Facilities] Na autogestão existem custos invisíveis que precisam ser avaliados

É cada vez mais crescente o número de empresas que buscam terceirizar seu restaurante corporativo para, principalmente, focar em seu core business. Essa é uma das principais justificativas para as companhias que adotam o modelo, mas a redução de custos internos, segurança e bem-estar dos colaboradores, bem como mais qualidade à alimentação dos funcionários, também estão entre os quesitos sempre mencionados pelas corporações.

De acordo com Alessandra Pirotta, consultora de negócios da Essencial Nutrição, empresa com sede em São Carlos/SP,  especializada em disponibilizar serviços em restaurantes corporativos, nas companhias que atuam no modelo de autogestão existem custos invisíveis que elas não percebem. "Se colocarmos na ponta do lápis, não colocam gastos de escritório, ação trabalhista, acidente e controle de estoque, por exemplo", diz.

A autogestão, segundo ela, trabalha com estoques muito altos, o que pode causar sérios prejuízos à empresa. "O dinheiro fica parado no estoque. E se não tiver um controle adequado, pode haver desvios ou perdas de produtos, principalmente de estoque seco, como arroz, feijão e farinha", completa Alessandra.

Há ainda, com a terceirização das refeições, uma redução nos custos com a negociação direta com novos fornecedores, a manutenção do espaço de alimentação e utensílios de cozinha, mas principalmente com menos afastamentos de trabalhadores por questões médicas. "Na autogestão não há um manual de boas práticas, é muito no achismo da nutricionista.

O core business da Essencial é fazer alimentação saudável. Possuem equipes com expertise e comprometidas com processos, apresentação, padronização e segurança alimentar. Não estamos só alimentando, mas cuidando do trabalhador", afirma Ana Catarina Zunta, também consultora de negócios da Essencial Nutrição.

Alessandra Pirotta argumenta que na autogestão a maioria das empresas não tem um padrão na produção das refeições. "Como não há habitualmente um controle de estoque, a equipe de cozinha oferece três tipos de salada em um dia, dois em outro, um em outro. O tempero ontem estava gostoso, mas hoje nem tanto. Não há um padrão e pode haver prejuízos com as sobras de alimentos, comuns em muitas empresas", comenta. Ela lembra que com a terceirização, os cardápios ganham um toque profissional e muito mais saudável.

Adequar espaço de maneira rápida e assertiva - A Essencial Nutrição atende hoje mais de 70 empresas em território paulista, a grande maioria com seu restaurante coletivo oriundo do modelo de autogestão. A companhia, que produz atualmente cerca de 500 mil refeições mensais, oferece a terceirização de maneira completa, da adequação de ambiente ao desenvolvimento do projeto e construção do espaço. Uma adequação leva, em média, três dias. Para a construção ou reforma, uma visita define o cronograma de trabalho.

No início da pandemia do novo coronavírus, em 2020, a Bebidas Poty, em Potirendaba, interior de São Paulo, fechou seu restaurante coletivo, cuja gestão cabia à própria empresa. A reabertura, neste ano, ocorreu com a terceirização do espaço. "O core business da Poty é fabricar refrigerante, cerveja, suco e água. Restaurante não era a nossa expertise, por isso partimos em busca de um parceiro no mercado que pudesse oferecer uma comida caseira, saborosa e saudável", lembra Flávio Junio Bertolin, gerente de Recursos Humanos da Poty.

Das negociações iniciais ao início dos trabalhos da Essencial na Poty tudo foi muito rápido. Lá, a empresa oferece hoje 250 refeições diariamente. "A pegada mais caseira e o toque afetivo foram grandes diferenciais desde o princípio da parceria. O nosso eixo é tratar com gente em um ambiente saudável e produtivo e a alimentação faz muita diferença no dia a dia do trabalhador", afirma Bertolin.

Foto: Divulgação / Site Essencial Nutrição.


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