Fale com a nossa equipe e vamos garantir a sua participação
 

Benefícios ganham novo peso na retenção de trabalho de talentos e na saúde mental dos trabalhadores

Em um cenário de escassez de mão de obra, empresas passam a enxergar bem-estar e acesso facilitado a cuidados com saúde como parte estratégica da gestão de pessoas

Por Léa Lobo

Benefícios ganham novo peso na retenção de trabalho de talentos e na saúde mental dos trabalhadores

Maria Valins, CFO da XIPP


A dificuldade de reter profissionais, especialmente em setores de mão de obra intensiva, vem exigindo das empresas uma revisão cada vez mais cuidadosa sobre a forma como estruturam seus benefícios corporativos. Mais do que um diferencial, o acesso a soluções de saúde, bem-estar e suporte emocional passa a ocupar um papel estratégico na permanência dos colaboradores, na redução do turnover e na construção de ambientes de trabalho mais sustentáveis. Foi justamente a partir dessa leitura de mercado que a XIPP Benefícios consolidou sua proposta de atuação, centrada em apoiar o RH com uma gestão integrada e mais inteligente dos benefícios.

Segundo Maria Valins, CFO da XIPP, a proposta da empresa vai além da administração operacional de contratos. A ideia é construir um ecossistema capaz de responder a dores concretas dos empregadores e, ao mesmo tempo, atender necessidades reais dos trabalhadores. Nesse contexto, entram soluções ligadas à telemedicina, saúde mental, acesso a medicamentos, campanhas de vacinação e produtos voltados a públicos que, muitas vezes, ficam fora dos modelos tradicionais de assistência à saúde.


Saúde mental entra de vez no radar corporativo

Entre os pontos destacados por Maria, está a crescente relevância da saúde mental na agenda das empresas. Com a necessidade de mapear riscos psicossociais, realizar diagnósticos e estruturar planos de ação, o tema deixa de ser periférico e passa a demandar respostas mais concretas. Na visão da executiva, não basta apenas identificar fragilidades, o diferencial está na capacidade de transformar o diagnóstico em ação prática, com ferramentas e suporte que ajudem o RH e Facilities a enfrentar o problema de maneira estruturada.

Essa mudança é especialmente importante em um momento em que o mercado discute não só produtividade, mas também pertencimento, qualidade de vida e permanência no emprego. Em vez de tratar saúde mental como pauta isolada, a abordagem apresentada integra o tema a um pacote mais amplo de bem-estar, no qual prevenção, acolhimento e acesso a cuidados básicos podem gerar impacto direto na experiência do trabalhador.


Benefício acessível pode ajudar a reduzir turnover

Um dos exemplos citados por Maria é o desenvolvimento de produtos voltados a empresas que não conseguem oferecer um plano de saúde convencional para toda a base operacional. Em muitos setores, sobretudo os que dependem de grande volume de profissionais na linha de frente, esse é um gargalo importante. A consequência costuma ser sentida tanto na satisfação do trabalhador quanto na capacidade da empresa de manter seus times.

Nesse cenário, soluções de acesso ampliado à saúde, com consultas, exames, suporte a medicamentos e outras coberturas por valores mais acessíveis, passam a funcionar como uma forma de cuidado concreta e como instrumento de retenção. Na prática, quando o colaborador percebe que a empresa oferece um benefício que ajuda sua vida e a de sua família, o vínculo tende a se fortalecer. O benefício deixa de ser apenas um item contratual e passa a representar proteção, conveniência e até remuneração indireta.

Maria destaca ainda que esse tipo de solução tem encontrado forte aderência em segmentos como facilities, justamente porque responde a uma dor histórica do setor, onde boa parte da força de trabalho não tem acesso a planos tradicionais de saúde, embora seja a base que sustenta a operação diária das empresas. Ao criar alternativas mais viáveis financeiramente, a empresa enxerga uma oportunidade concreta de apoiar empregadores no enfrentamento da escassez de mão de obra e da alta rotatividade.


Menos complexidade para o RH, mais integração na gestão

Outro ponto relevante é a simplificação da rotina do RH e das áreas de compras. Em vez de lidar com múltiplos fornecedores para saúde, odontologia, farmácia, saúde mental e outras frentes, a proposta defendida por Maria é centralizar a gestão em uma operação integrada. Isso reduz complexidade, melhora a coordenação dos contratos e permite que a empresa trate o pacote de benefícios de forma mais estratégica e menos fragmentada.

Em um mercado em que atrair profissionais já não basta, iniciativas voltadas ao bem-estar integral tendem a ganhar espaço. E, para setores pressionados por falta de mão de obra, o debate sobre benefícios deixa de ser apenas financeiro e passa a ser também uma discussão sobre permanência, saúde emocional, dignidade e eficiência operacional. Sob essa ótica, soluções que facilitem o acesso à saúde e apoiem a saúde mental podem se tornar aliadas importantes não apenas do RH, mas da sustentabilidade do negócio como um todo.


Líderes de audiência

Operações

Empresa revoluciona limpeza de fachada com drones em galpão logístico

Inovação e segurança para o setor de Facilities Services

Outside Work

Horário de consumo do café: resposta pode fazer diferença para a sua saúde

Estudo publicado no European Heart Journal analisou o padrão de consumo de café em mais de 40 mil adultos e sugere que o horário da bebida pode influenciar seus efeitos no organismo

Workplace

Retorno ao escritório: produtividade acompanha a presença?

Levantamento da EDC revela alta adesão às políticas presenciais, mas percepção limitada de desempenho no escritório

Operações

A versão revisada da NR-1 já está plenamente vigente, com aplicação de multas a partir de maio ...

A norma obriga organizações de todos os portes a avaliar estresse, assédio, sobrecarga e clima organizacional como parte do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa