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A importância dos sistemas de climatização em hospitais

Experiência da rede Mater Dei destaca seu impacto no conforto e na segurança dos pacientes.

Por Léa Lobo

A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO EM HOSPITAIS

Foto: Divulgação

No dia 4 de setembro, a SMACNA Brasil promoveu o SMACNA Day em São Paulo, com foco nas melhores práticas para a seleção de serviços e tecnologias de climatização em edificações. Entre as palestras mais aguardadas, Felipe Salvador Ligório, Vice-Presidente da Rede Mater Dei, trouxe uma visão prática sobre a importância dos sistemas de climatização em ambientes hospitalares. Durante sua apresentação, Ligório abordou a experiência da rede em aplicar tecnologias de climatização em suas unidades e os desafios enfrentados em diversos projetos.

Ligório iniciou sua palestra contextualizando a trajetória da Rede Mater Dei, fundada em 1980 com a abertura do Hospital Santo Agostinho, em Belo Horizonte. Ele destacou o período de expansão, que começou em 2011 com a construção da Unidade Contorno e culminou com a abertura de diversas unidades em diferentes estados do Brasil, como o Hospital Betim Contagem, a unidade de Salvador e a recém-inaugurada unidade Nova Lima.

A Rede Mater Dei se consolidou como uma das principais redes hospitalares do Brasil, ampliando sua atuação por meio de aquisições e novos projetos de Greenfield. Desde o IPO realizado em 2021, o Mater Dei fez quatro M&As: Porto Dias, no Pará (que não está mais na carteira da Rede), dois em Uberlândia, um em Goiânia e um em Feira de Santana, além da empresa de tecnologia A3 Data.

Ao abordar a climatização em hospitais, Ligório foi enfático ao destacar que esses sistemas vão além do conforto térmico. Eles desempenham um papel fundamental na segurança e na prevenção de infecções hospitalares. “A climatização afeta diretamente os resultados assistenciais. Ela impacta tanto no conforto do paciente quanto no controle de infecções, especialmente em áreas críticas como centros cirúrgicos e unidades de terapia intensiva", afirmou.

Cada unidade hospitalar possui características únicas que exigem soluções específicas. A Unidade Contorno, por exemplo, que foi projetada do zero em Belo Horizonte, demandou uma atenção especial ao sistema de climatização para atender áreas como a oncologia e o transplante de medula óssea, que exigem rigorosos controles de temperatura e umidade. O mesmo cuidado foi aplicado à Unidade de Betim Contagem, que, por sua extensão horizontal, apresentou desafios específicos em termos de circulação de ar e eficiência energética.

Ligório explicou que a climatização tem um papel crucial no controle de umidade e temperatura, fatores essenciais para evitar a proliferação de micro-organismos e garantir um ambiente seguro para os pacientes. Ele ressaltou a importância de sistemas bem dimensionados para áreas como centros cirúrgicos, onde o controle do clima pode reduzir o risco de infecções durante procedimentos delicados.

Além disso, áreas como unidades de transplante de medula óssea (TMO) e leitos de isolamento exigem sistemas de pressão positiva e negativa, que ajudam a proteger pacientes imunocomprometidos e evitar a propagação de infecções hospitalares. “Em leitos de isolamento, por exemplo, utilizamos pressão negativa para garantir que nenhum agente infeccioso se propague para outras áreas do hospital”, explicou o VP.

A Rede Mater Dei também se destaca pela adoção de soluções inovadoras em climatização, como o sistema de viga fria instalado na Unidade de Salvador, que é pioneiro no Brasil. Por se tratar de uma cidade litorânea, a unidade enfrentou desafios climáticos específicos, o que exigiu uma análise detalhada e visitas a hospitais na Espanha para estudar tecnologias aplicáveis ao projeto. “O sistema de viga fria mostrou ser eficiente para garantir um controle preciso da umidade e da temperatura, essenciais em uma cidade com clima tão quente e úmido quanto Salvador”, disse Ligório.

Outro exemplo de adaptação regional foi a instalação de ventiladores de extração de fumaça em uma das unidades, uma exigência que surgiu durante a fase de construção devido a uma mudança nas normas do Corpo de Bombeiros. Essa alteração no projeto gerou ajustes nos sistemas de climatização, reforçando a necessidade de flexibilidade em projetos hospitalares.

Ligório destacou também que contam com uma equipe especializada em manutenção preventiva e corretiva dos sistemas de climatização. “A manutenção adequada dos sistemas de climatização é fundamental para garantir a segurança dos pacientes e a eficiência energética das unidades. Cada decisão tomada em relação ao projeto de climatização é pensada para otimizar o desempenho do hospital e reduzir os custos operacionais a longo prazo”, explicou.

Ele mencionou que o estudo sobre a longevidade dos equipamentos é uma prática comum nas unidades da rede, sendo essencial para evitar falhas que possam comprometer o atendimento ou a operação de equipamentos críticos, como ressonâncias magnéticas e tomógrafos, que dependem de um ambiente com temperatura controlada para funcionar corretamente.

A apresentação reforçou a relevância dos sistemas de climatização em ambientes hospitalares, não apenas para o conforto dos pacientes e profissionais, mas também para a segurança e prevenção de infecções. A experiência da Rede Mater Dei, com projetos em diferentes regiões do Brasil, mostrou como soluções personalizadas e tecnológicas são essenciais para garantir a eficiência e a sustentabilidade das unidades de saúde. Ao alinhar essas soluções com as necessidades assistenciais, a companhia tem se destacado como referência na implementação de tecnologias de climatização no setor hospitalar.



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