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Facilities estratégico: muito além de videogame e pingue-pongue no escritório

Por que as pessoas não entendem e - muitas vezes não reconhecem - a área de facilities como importante as empresas?

Notícia publicada em 17 de outubro de 2019

Ter um escritório moderno, uma estação de trabalho confortável, trabalhar  em um ambiente aberto, promover cafés e lanches diários e estar próximo a transportes públicos que garantem boa acessibilidade à empresa -  o que todas essas situações têm em comum? Elas são pensadas pelo profissional de facilities e, mais do que nunca, têm impacto direto no crescimento das empresas e no engajamento e na produtividade dos funcionários. Mas por que as pessoas não entendem e - muitas vezes não reconhecem - a área de facilities como estratégica?

Quando falamos sobre estratégias gerais de negócio, é muito comum que o setor financeiro esteja sempre envolvido na discussão, ou até mesmo a área de growth - que busca o crescimento sólido e constante de uma corporação. Mas raramente pensam no profissional de facilities como aquele que faz a diferença no dia a dia de uma organização. Mas como as empresas podem fazer a área de facilities ser mais estratégica? Aqui no Grupo Movile temos provado nos últimos anos que ela não é apenas forte e essencial, mas ela sustenta a base da nossa cultura e do nosso jeito de ser.   

O início do processo é entender o que a empresa e os colaboradores precisam para desempenhar o trabalho da melhor forma possível. Esse é um ponto fundamental que deve ser pensado, independentemente do setor ou atividade empresarial que a sua companhia está inserida. Afinal, se os seus colaboradores não estão confortáveis e não possuem um ambiente propício, como a companhia irá expandir e se desenvolver?

A área de facilities está interligada também a outras áreas igualmente essenciais, como procurement, responsável pelas compras e relação com fornecedores, e office IT, que cuida da parte de suporte em tecnologia da empresa e dos funcionários. O setor de compras pode ser muito estratégico, por exemplo, ao centralizar as demandas de diversas unidades de negócio (e até de empresas diferentes, no caso de grupos ou holdings) e conseguir os melhores valores para aquisição de bens e materiais. O mesmo se aplica a Office IT, área altamente focada em evitar transtornos no dia a dia dos funcionários e atrasos nas entregas de trabalhos, com um atendimento rápido e eficaz que suporta todos os departamentos da empresa, bem como infra estrutura dos escritórios, eventos internos e externos.

Sendo assim, facilities age de forma estratégica ao decidir a alocação de um novo escritório, levando em conta a proximidade com transportes, restaurantes e com os clientes da empresa, por exemplo. Mas vai muito além disso, uma vez que passa a  considerar a cultura organizacional como base para todas as decisões, buscando formas de traduzir no espaço físico os valores da empresa. 

De nada adianta ter um escritório com videogame ou mesa de ping-pong, por exemplo, se isso não for condizente com o DNA da sua organização. E neste ponto é importante entendermos que não existe uma fórmula única que pode ser aplicada, mas muita  análise e adaptação - e esse é um dos pontos mais críticos e estratégicos do profissionais de facilities. 

Um exemplo claro é que muitas empresas, ao decidirem ter escritórios modernos e funcionais, resolvem adotar o modelo do Google e, apesar de toda a boa intenção, falham ao não fazerem as adaptações necessárias à sua própria cultura, valores, propósito e jeito de trabalhar. 

A verdade é que quando pensamos em estratégia, não é preciso ir muito longe. Precisamos começar a olhar para as coisas simples do nosso dia a dia que podem ser ajustadas por meio de pequenos arranjos estruturais, como uma gestão de estoque, um apoio administrativo ou até mesmo a alimentação dos funcionários dentro do escritório. Tudo isso irá trazer melhores resultados, inclusive na retenção dos talentos, já que segundo pesquisa da CBRE, 80% dos trabalhadores afirmam que o que uma empresa oferece do ponto de vista de bem-estar será crucial para recrutamento e retenção nos próximos 10 anos.

Considerar novas formas de crescimento, todas as companhias já consideram. Mas se você quer se destacar, precisa pensar de forma estratégica até sobre o que pode parecer, à primeira vista, apenas operacional. Isso sim será diferencial no final do dia!  

Peter Kawamura é Head de Facilities, Real State, Procurement & Office IT do Grupo Movile. Atua na área há 16 anos, com atividades de gestão de equipe, de terceiros, de escritórios, turnkey entre outras atribuições. É formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Católica de Santos e tem MBA em Gerenciamento de Facilities pela Universidade de São Paulo

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