Mercado de escritórios em São Paulo avança positivamente

Estudo exclusivo da CBRE aponta que preços de aluguel fechados na Avenida Faria Lima tiveram alta entre 10% e 20%

Notícia publicada em 2 de maio de 2019

CBRE, empresa líder mundial em Real Estate, anuncia que o mercado paulistano de escritórios está em plena recuperação, com queda da oferta e recuperação de preços de locação em algumas regiões da cidade. No trimestre, houve absorção bruta de 189.300 metros quadrados e absorção líquida - diferença entre as áreas contratadas e devolvidas - de 66.200 metros quadrados. A taxa de vacância, que era de 18,6% no fim de 2018, caiu para 17,7% em março.

Segundo estudo exclusivo da CBRE, o mercado de escritórios registrou a entrada de novo estoque, na cidade de São Paulo, de apenas 5.800 metros quadrados no primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, o volume foi de 154.500 metros quadrados. No acumulado de 2018, foram entregues 280.500 metros quadrados. 

Considerando-se somente o mercado paulistano de escritórios de padrão triple A, não houve nenhuma entrega de janeiro a março, ante a inauguração de 75.500 metros quadrados no primeiro trimestre do ano passado. A absorção bruta chegou a 34.200 metros quadrados, e a absorção líquida ficou em 26.600 metros quadrados. No fim de março, a taxa de vacância específica para o segmento era de 14,9%, abaixo dos 16,6% registrados no fim do ano passado.

De acordo com o levantamento, desde outubro, os preços de aluguel fechados na Avenida Faria Lima - endereço mais nobre de escritórios comerciais de São Paulo - tiveram alta entre 10% e 20%, enquanto as operações concretizadas na Avenida Paulista ficaram de 10% a 15% mais caras, e as da Marginal Pinheiros, entre 5% e 10% mais elevadas. No segmento de escritórios triple A, a recuperação é muito mais rápida.

Em um cenário de redução de estoques, há expectativa de continuidade da queda da vacância e de potencial de alta dos preços de locação e, consequentemente, de venda. Os investidores internacionais, que ainda não estão no Brasil, avaliam neste momento se o potencial de valorização de escritórios compensa o risco de começar a atuar no País. Em 2018, empresas dos setores de tecnologia e informática, financeiro e coworking foram as principais tomadoras de espaços de escritórios, de acordo com a consultoria.

No Rio de Janeiro, a mudança de cenário ocorreu no último trimestre do ano e a absorção líquida de escritórios voltou a ser positiva em 2018, ou seja, o volume de contratações superou o de devoluções de espaços em 30.900 metros quadrados, segundo levantamento da CBRE. As maiores contratações de áreas, no mercado carioca, foram feitas pelo setor financeiro (13%), seguros (11%) e pelo segmento de advogados/contabilidade (9%) no ano passado. 

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